Coimbra  20 de Março de 2019 | Director: Lino Vinhal

Semanário no Papel - Diário Online

 

Rui Avelar

Quem semeia ventos…

31 de Janeiro 2019

O desfecho da votação, na praça de 08 de Maio, sobre a hipotética transferência de competências da Administração Central para a Câmara conimbricense e Comunidade Intermunicipal (CIM) da Região de Coimbra deve pôr Manuel Machado a meditar sobre «sementeira de ventos».
O autarca e economista, presidente da Câmara de Coimbra e timoneiro da Associação Nacional de Municípios Portugueses (ANMP), terá, porventura, razão de que seria recomendável a aceitação de, pelo menos, parte da transferência proposta.
Acontece que Manuel Machado comete excessos em matéria de autismo político e abusa de um registo pautado por frequente crispação.
É sabido que quem “semeia ventos colhe tempestades”. Acresce que um protagonista de centralismo na gestão autárquica, como é Manuel Machado, tem de enxergar que, feita por ele, a defesa da descentralização soa a falso.
O principal autarca de Coimbra tem de reflectir sobre as intervenções proferidas, ontem, na Assembleia Municipal (AM), pelos presidentes de três uniões de freguesias – João Francisco Campos (PSD), da UF de Coimbra, Rui Soares (independente, afecto ao movimento “Somos Coimbra”), da UF de Souselas e Botão, José Filipe (PSD), da UF de Antanhol e Assafarge.
Cabe a Manuel Machado interiorizar que o desfecho da recente reunião extraordinária da AM conimbricense consiste numa derrota eminentemente pessoal.