Coimbra  20 de Março de 2019 | Director: Lino Vinhal

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Portugueses andam a dormir pouco

15 de Fevereiro 2019

Os portugueses dormem, em média, menos de seis horas diárias, havendo reflexos negativos na vida activa e social, advertiu, hoje, o presidente da Associação Portuguesa do Sono (APS).
Em declarações à Agência Lusa, Joaquim Moita, médico do Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra (CHUC), referiu que a sociedade portuguesa e a europeia dão “pouca importância ao sono”, preferindo privilegiar o trabalho e o lazer.
“As pessoas dormem pouco e mal em Portugal”, indicou o especialista, que dirige o Centro de Medicina do Sono do CHUC, frisando tratar-se de uma situação geradora de problemas de saúde a nível cognitivo e físico.
A APS vai assinalar o “Dia Mundial do Sono”, em Coimbra, a 15 de Março, com uma mesa-redonda sobre a presença e representação do sono em livros de grandes religiões (cristianismo, judaísmo e islamismo), nela participando um estudioso, um crente, um líder religioso, um médico e uma cientista.
Segundo o presidente da APS, quando se olha para as religiões, verifica-se, em primeiro lugar, que possuem muitos pontos em comum e dão “grande importância ao sono”.
“Pelo facto de termos luz, estendemos o nosso trabalho e o lazer pela noite dentro; ora, (…) é preciso aproveitar a alternância entre a noite, em que preferencialmente devemos dormir, e o dia, destinado a trabalhar”, adverte Joaquim Moita.
No âmbito das comemorações do “Dia Mundial do Sono”, a APS e o Centro de Neurociências e Biologia Celular da Universidade de Coimbra estão a promover um concurso de desenho, tendo por base o lema “Dormir bem, envelhecer melhor”.
A iniciativa visa dar a conhecer as condições para um bom repouso, sensibilizar as crianças e os jovens para a importância do sono, mobilizar as escolas para acções neste domínio e promover e valorizar a criatividade.