Coimbra  18 de Março de 2019 | Director: Lino Vinhal

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Metrobus: Governo aprova investimento de 120 milhões de euros

31 de Janeiro 2019

O lançamento do concurso para as obras do Sistema de Mobilidade do Mondego (SMM) ocorrerá na próxima segunda-feira, depois de o Governo ter aprovado, hoje, uma autorização de despesa no total de 120 milhões de euros.

No final de uma reunião do Conselho de Ministros, o titular da pasta do Planeamento e Infra-estruturas, Pedro Marques, anunciou a aprovação das “autorizações de despesa para o avanço imediato da obra”, através da reprogramação do Programa Portugal 2020.

Depois dos trâmites de concursos, a obra propriamente dita “entrará pelo ano de 2020 fora”, de forma a que o SMM possa começar a ser operado em 2021, “ainda que de modo faseado”.

De acordo com o ministro, além da aprovação de 85 milhões de euros para investimento na infra-estrutura, foram aprovados investimentos a realizar na estação de Coimbra-B (15 milhões) e em material circulante (20 milhões), os quais também terão financiamento comunitário.

Trata-se de um figurino de Metrobus, de autocarros eléctricos, que, segundo o governante, pretende recuperar a mobilidade entre os concelhos da Lousã, de Miranda do Corvo e de Coimbra.

“Começamos pelo canal a ligar Serpins [Lousã] até ao Alto de São João”, em Coimbra, realçou Pedro Marques.

Uma segunda fase do projecto, que corresponde a obras urbanas, “já poderá concluir-se em 2022” se “for esse o compromisso e o acordo das autarquias”, indicou.

“A solução não fica só às portas da cidade”, pois tem um “potencial de mobilidade no centro urbano” de Coimbra, nomeadamente na Solum e na Linha do Hospital, salientou o ministro.

Segundo o governante, citado pela Agência Lusa, trata-se de um “sistema rodoviário e isso deve ficar claro”. Contudo, prosseguiu o ministro, a introdução dos sistemas de guiamento electrónico, nomeadamente, e a tipologia de material circulante permitem desempenhos em matéria de segurança e de velocidades equivalentes às do Metro ligeiro.

Pedro Marques considerou que a solução de ferrovia pesada “já não servia” os antigos utentes do Ramal da Lousã e destacou que o novo figurino permitirá servir melhor as populações.