Coimbra  20 de Março de 2019 | Director: Lino Vinhal

Semanário no Papel - Diário Online

 

Lusiaves reformula projecto para manter investimento em Mira

15 de Janeiro 2019

Depois de um parecer negativo por parte do Laboratório Nacional de Engenharia e Geologia (LNEG), dado a conhecer na semana passada, quanto à instalação de unidades de produção da Lusiaves, em Mira, a empresa vem esclarecer que mantém a intenção de apostar neste concelho.

Recorde-se que o LNEG deu parecer negativo quanto à instalação de uma exploração avícola, um centro de incubação de ovos e uma fábrica de rações da Lusiaves, uma vez que grande parte do terreno (cerca de 120 hectares, de 200 no total) onde tais estruturas seriam instaladas, na zona dos Foros, na freguesia de Seixo, está circunscrito em “área dunar conservada”, o que não permite quer a implantação de elementos construtivos quer ‘pisoteio, circulação de veículos todo-o-terreno etc.’ na área referida, para preservação da ‘morfologia dunar’”.

Em comunicado, o Grupo Lusiaves assume que “irá honrar o compromisso assumido junto da população de Mira, de ali investir 100 milhões de euros e criar 350 postos de trabalho, entregando um projecto reformulado em que o número de pavilhões a instalar será de 15 (metade do número previsto no Memorando de Entendimento) e não existindo qualquer construção nas áreas que o LNEG considerou como de geomorfologia dunar e não passível de qualquer intervenção”.

A empresa, que actua no mercado alimentar há já 32 anos, afirma que “sempre pautou a sua actividade pelo respeito ambiental e pelo desenvolvimento sustentável”, adiantando que irá “ainda este mês, submeter às entidades competentes um projecto reformulado, em respeito por todas as normas legais, garantindo, desta forma, todas as salvaguardas ambientais, promovendo um desenvolvimento sustentável para o concelho de Mira e dando cumprimento pleno às suas obrigações constantes do Memorando de Entendimento”.

O Memorando de Entendimento entre o Município de Mira e o Grupo Lusiaves foi assinado, em Dezembro de 2016, recordando a Lusiaves que “as localizações para instalação das três unidades que integram o investimento foram seleccionadas e sugeridas pela Câmara Municipal de Mira”.

A empresa salienta, ainda, que “deu sempre total cumprimento às suas obrigações, realizando um Estudo de Impacte Ambiental para a exploração avícola, o qual foi sujeito a parecer das entidades competentes no âmbito da Avaliação de Impacte Ambiental” e que, “das inúmeras entidades que emitiram parecer, apenas o LNEG suscitou reservas quanto à localização de alguns pavilhões por se encontrarem supostamente em área de geomorfologia dunar”.

Todas as demais entidades, “quer na área da saúde pública, quer na área da qualidade do ar quer na área do ambiente, emitiram parecer favorável ao referido projecto”.