Coimbra  26 de Março de 2019 | Director: Lino Vinhal

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Fundação ADFP aspira a comprar pousada em Condeixa

22 de Janeiro 2019

A Fundação ADFP, com sede em Miranda do Corvo, está em vias de comprar a pousada de Santa Cristina (Condeixa-a-Nova), apurou o “Campeão”.

A provável aquisição insere-se numa aposta da instituição no desenvolvimento regional, no âmbito da vertente turística, sendo que a Fundação – Assistência, Desenvolvimento e Formação Profissional já é proprietária do Hotel Parque Serra da Lousã (Miranda do Corvo) e do restaurante do Museu da Chanfana.

No segmento do desenvolvimento regional, visando criar emprego, nomeadamente para pessoas excluídas do mercado de trabalho, a ADFP tem investido no sector do turismo e no agrícola (azeite, vinho, cereja, hortícolas e mel) e apostado na rentabilização dos produtos endógenos assentes na ligação à natureza.

A Fundação possui actividades com significado em Miranda do Corvo, Coimbra e Fundão. A possibilidade de expansão para Condeixa prende-se com o facto de a vila ter grande potencial a nível do turismo de natureza e do turismo cultural, graças às ruínas romanas de Conímbriga e ao Museu PO.RO.S.

Acresce, segundo o líder da ADFP, Jaime Ramos, que o Município de Condeixa-a-Nova possui uma “gestão autárquica dinâmica e amiga dos investidores”.

Criada há 31 anos, a Fundação – Assistência, Desenvolvimento e Formação Profissional é um dos maiores empregadores do distrito, com mais de 400 trabalhadores.

Na área social ela tem tido uma actuação inovadora, especialmente no convívio intergeracional e na inclusão de diferentes grupos sociais, sem perder de vista a oferta de trabalho a pessoas com deficiência e/ou doença mental.

O lema da Fundação consiste em investir em pessoas com bondade.

A ADFP é ainda a proprietária do Trivium: Parque Biológico da Serra da Lousã, Espaço da Mente e Templo Ecuménico Universalista.

Instituição sem fins lucrativos, de interesse público, a Fundação desenvolve a sua actividade prioritária na área social, saúde e educação.

O Parque Biológico Serra da Lousã e o Templo Ecuménico venderam, em 2018, perto de 40 000 bilhetes a turistas, visitantes da região mobilizados por estas atracções.