Coimbra  20 de Março de 2019 | Director: Lino Vinhal

Semanário no Papel - Diário Online

 

Filamento à base de cortiça criado para impressões 3D

7 de Fevereiro 2019

A Universidade de Aveiro anunciou, hoje, a criação de um novo material biodegradável, à base de cortiça, destinado a ser utilizado em impressões tridimensionais.
Desenvolvido a partir de resíduos de cortiça, resultantes do fabrico de rolhas, o novo material visa constituir-se como alternativa ecológica para qualquer impressora 3D, além de proporcionar aos objectos impressos o toque, o odor e a cor que só a cortiça pode dar.
O material desenvolvido por Tatiana Antunes, no âmbito do mestrado em Engenharia de Materiais, é “uma solução totalmente nova em alternativa aos filamentos sintéticos disponíveis no mercado, cujos ingredientes plásticos não são amigos do ambiente”, explica a Universidade aveirense.
Trata-se de “um filamento compósito que foi desenvolvido recorrendo a uma matriz plástica biodegradável e que incorpora partículas de cortiça que são parte de um resíduo resultante do processo de fabrico de rolhas”, indica Tatiana Antunes.
“Temos, assim, um filamento para impressão 3D, com personalidade e amigo do ambiente, passível de ser usado para as mais diversas impressões, pois permite a de objectos com uma excelente estética e qualidade”, acentua a investigadora.
O projecto foi desenvolvido na Escola Superior Aveiro-Norte (ESAN) e no Departamento da UA de Engenharia de Materiais e Cerâmica, sob orientação de Martinho Oliveira e Elisabete Costa. O trabalho teve ainda o acompanhamento da investigadora Sara Silva, da ESAN, e da Amorim Cork Composites.