Coimbra  20 de Abril de 2019 | Director: Lino Vinhal

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“Crise académica”: Efeméride remete para percalço

12 de Abril 2019

A comemoração do 50º. aniversário da “Crise académica” de Coimbra foi marcada, hoje, pelo desagrado do representante na cidade da Fundação INATEL, ignorado para intervir numa conferência de Imprensa.

Bruno Paixão, que abandonou o convento de S. Francisco imediatamente antes de o presidente da Câmara conimbricense, o reitor da Universidade de Coimbra e o líder da AAC se reunirem com jornalistas, desabafou não dever fazer “como a avestruz”.

Embora a sobredita Fundação patrocine a celebração da efeméride, as declarações aos jornalistas ficaram reservadas a Manuel Machado, Amílcar Falcão e Daniel Azenha.

“Sou homem de coragem e sem medo”, declarou as jornalistas Bruno Paixão, que, interpelado pelo “Campeão”, admitiu ter sido humilhado, recentemente, pela vereadora da Cultura do Município conimbricense.

Para o director em Coimbra da Fundação INATEL, se há 50 anos “os estudantes lutaram contra o fascismo, a ditadura, o bloqueio e a censura, todos temos de fazer jus a esse legado, todos os dias, em todas as ocasiões”.

Paixão, que também é membro do Secretariado da Federação de Coimbra do PS, sentiu-se destratado quando a vereadora Carina Gomes (eleita pelo mesmo partido) estranhou o protagonismo da Fundação INATEL ao ser anunciado, a 22 de Janeiro [de 2019], um conjunto de iniciativas.

A celebração da efeméride tem, agora, como principais protagonistas a Câmara Municipal de Coimbra, a UC e a AAC, cabendo à entidade regional Turismo Centro de Portugal o papel de patrocinadora.

(Em quarto lugar da esquerda para a direita, Bruno Paixão é retratado na foto ao lado de Alberto Martins, presidente da AAC em 1969)