Coimbra  21 de Abril de 2019 | Director: Lino Vinhal

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Coimbra: Crúzio repete o “ouro” no concurso nacional de doçaria

8 de Abril 2019

O Crúzio, do café de Santa Cruz, em Coimbra, ganhou, pelo quarto ano consecutivo, uma medalha de ouro, na categoria de pastéis com amêndoa, no 8.º Concurso Nacional de Doçaria Rica Tradicional Portuguesa.

O concurso é organizado pela Qualifica / oriGIn Portugal, no âmbito da Feira Nacional de Agricultura – Feira do Ribatejo, de Santarém.

“Agradecemos, neste momento muito importante, de uma forma muito especial e carinhosa à D. Sílvia Morgado, do Centro Industrial Confeiteiro, pela dedicação e mestria que emprega na confecção deste premiado doce”, refere a gerência do café de Santa Cruz.

“Hoje é um dia de enorme alegria para todos aqueles que aqui trabalham e acreditamos que esta distinção também vai contribuir para uma maior divulgação, não só da diversidade, mas também da riqueza do património doceiro da nossa cidade de Coimbra”, acrescenta.

O Crúzio é um doce com raízes monásticas, confeccionado com base numa receita antiga, usada quando o Santa Cruz era simultaneamente café e restaurante, utilizando os ingredientes tradicionais: farinha, manteiga, creme de ovo e amêndoa laminada polvilhada com açúcar.
Os Crúzios, apresentados pela primeira vez no dia 05 de Março de 2012, são embalados numa caixa com ilustração inspirada num dos vitrais e que retratam a espiritualidade do café de Santa Cruz.

A caixa inclui, ainda, um texto que também pretende contar um pouco da história de Coimbra e de Portugal:
“Os Cónegos Regrantes que habitavam em Santa Cruz eram denominados por ‘Crúzios’. Esta designação era extensiva a todos os que viviam à sombra do Mosteiro e que, embora residindo fora, estavam agregados à instituição. D. Afonso Henriques era também Crúzio, dado que foi um dos fundadores, tendo ‘professado’ como elemento da Ordem Terceira de Santa Cruz. O painel de azulejos situado no lado esquerdo da capela-mor da Igreja de Santa Cruz mostra-nos D. Afonso Henriques a ser admitido à Ordem, com o prior a impor-lhe o hábito”.