Coimbra  20 de Março de 2019 | Director: Lino Vinhal

Semanário no Papel - Diário Online

 

Coimbra: Corpo de António Arnaut no convento de S. Francisco

21 de Maio 2018

O corpo de António Arnaut vai estar, a partir das 18h30 de hoje, no convento de S. Francisco, em Santa Clara, Coimbra, de onde sairá, amanhã, o seu funeral, pelas 16h45, para a Figueira da Foz, a fim de ser cremado, soube o “Campeão”.

O convento de S. Francisco foi onde, em Janeiro deste ano, António Arnaut lançou o livro “Salvar o SNS – Uma nova Lei de Bases da Saúde para defender a democracia”, em conjunto com o ex-coordenador do Bloco de Esquerda João Semedo.

João Semedo lembra António Arnaut como um “insubmisso e permanente lutador pela liberdade, pela igualdade e pela justiça social”, pedindo dignidade pelo exemplo deixado pelo “pai” do Serviço Nacional de Saúde.

Numa nota publicada na rede social Facebook, João Semedo considerou que António Arnaut, que morreu hoje em Coimbra, aos 82 anos, “será para sempre lembrado muito justamente como o ‘pai do SNS’”, mas sublinhou que o socialista “foi muito mais do que isso”.

“Foi um insubmisso e permanente lutador pela liberdade, pela igualdade e pela justiça social, um incansável combatente pelos valores da República, da Esquerda e do socialismo”, enalteceu.

O antigo coordenador do BE deixou um pedido: “Morreu o homem, guardemos a memória do seu exemplo e saibamos ser dignos dele”.

“A notícia da morte do meu querido amigo António Arnaut, na sua injustiça e brutalidade, deixou-me amargurado, gelado e invadido por um vazio que retira todo o sentido ao que eu aqui possa dizer”, escreveu.

João Semedo assumiu, ainda, não encontrar “palavras à altura da dimensão [de António Arnaut] como cidadão e ser humano nas múltiplas facetas em que a sua riquíssima vida se desdobrou”.

Presidente honorário do PS desde 2016, António Arnaut foi ministro dos Assuntos Sociais no II Governo e grão-Mestre do Grande Oriente Lusitano (Maçonaria), tendo sido agraciado com o grau de Grande-Oficial da Ordem da Liberdade e com a Grã-Cruz da Ordem da Liberdade.

Poeta e escritor, António Arnaut envolveu-se desde jovem na oposição ao Estado Novo e participou na Comissão Distrital de Coimbra da candidatura presidencial de Humberto Delgado (1958).