Coimbra  24 de Março de 2019 | Director: Lino Vinhal

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CMC: Vereadora lamenta “interesses obscuros”

14 de Fevereiro 2019

A vereadora da Câmara de Coimbra Regina Bento (eleita pelo PS) aludiu, ontem (13), a alegados “interesses obscuros” na base do «chumbo» da hipotética transferência de competências para a autarquia.

Em recente sessão da Assembleia Municipal (AM) conimbricense, de carácter extraordinário, o órgão de fiscalização da Câmara, onde o PS desfruta de maioria relativa, rejeitou transferência de competências para a praça de 08 de Maio contemplada em nove diplomas do Governo.

Desiludida com os membros da AM eleitos pelas demais forças políticas, a autarca considerou que “o interesse público e a resolução dos problemas concretos das populações são completamente suplantados por outros interesses obscuros e agendas políticas próprias”.

“É por estes tristes espectáculos que, cada vez mais, percebo e compreendo o afastamento dos cidadãos da vida política; quando se tem a oportunidade e os instrumentos para, finalmente, se fazer o caminho para a descentralização de competências para as autarquias (…), contra o centralismo da capital, morre-se na praia”, lamentou.

Regina Bento questionou se “passaria pela cabeça de alguém não aceitar competências para habilitar o Município a participar em programas de prevenção e combate à violência doméstica”.

“Como se não bastasse”, prosseguiu a autarca ao elencar aspectos abrangidos pelo referido «chumbo», “até nos casos dos diplomas em que o que se pedia era apenas o acordo prévio do Município para que a Comunidade Intermunicipal (CIM) pudesse aceitar competências, em que tem de haver unanimidade dos 19 concelhos, nem aí a AM tomou consciência”.

A vereadora fez notar que aquilo que aconteceu na AM de Coimbra só ocorreu no Município conimbricense, pois, “nos outros ninguém «chumbou» de uma assentada” cerca de uma dezena de diplomas.

“Não me parece que esta tenha sido uma discussão séria e a pensar nos interesses de Coimbra e da região”, concluiu Regina Bento.