Coimbra  20 de Março de 2019 | Director: Lino Vinhal

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Capital Europeia da Cultura: Autarcas a Leste de pertinente sugestão

20 de Fevereiro 2019

A escolha do Infante D. Pedro, outrora duque de Coimbra, para patrono da candidatura da cidade a Capital Europeia da Cultura foi sugerida, hoje, por um munícipe, durante uma evocação do antigo regente da Coroa de Portugal.

A sugestão de João Paulo Craveiro não foi, porém, escutada pelo líder da Câmara conimbricense, Manuel Machado, nem pela vereadora Carina Gomes, na medida em que a autarquia se alheou da abertura de uma exposição comemorativa do primeiro centenário do Tribunal da Relação de Coimbra e dedicada ao “Príncipe das sete partidas”.

Nobre que andou pelas cortes de vários países europeus (1392 -1449), o autor do “Livro da virtuosa benfeitoria” é tido como símbolo do “cosmopolitismo e do Portugal moderno”.

“Viajante ilustrado pelos mais reputados centros universitários da Europa culta do século XV, ninguém mais do que ele pugnou pela abertura de Portugal à dinâmica cultural europeia, sublinhando a cultura como a mais importante fonte da grandeza das nações”, opina Pedro Calafate.

Deve-se àquele membro da denominada “Ínclita Geração” o desenvolvimento de políticas de modernização do Estado e da sociedade portuguesa, tendo morrido na batalha de Alfarrobeira ao enfrentar a nobreza feudal.

A exposição iconográfica, bibliográfica e documental patente no Palácio de Justiça de Coimbra, até 29 de Abril, evoca, segundo o historiador Alfredo Pinheiro Marques, um príncipe do século XV que se distinguiu por ser “esclarecido, progressista e europeísta”.

A mostra irá ser reatada, a partir de 20 de Maio, na Figueira da Foz, cuja Câmara Municipal se associa ao Tribunal da Relação de Coimbra (TRC) e à Brigada de Intervenção do Exército.

Perante o alheamento da Câmara Municipal de Coimbra e da Universidade conimbricense face à inauguração da sobredita exposição e à sessão evocativa que a precedeu, um professor universitário questionou o alheamento da cidade.