Coimbra  22 de Março de 2019 | Director: Lino Vinhal

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Bussaco: Interesse público para quatro bosques e 26 árvores

22 de Maio 2018

Vinte e seis árvores centenárias, a maioria com dimensões acima do normal, e quatro conjuntos arbóreos da Mata Nacional do Bussaco foram classificadas como de interesse público, segundo a edição de hoje do Diário da República (DR).

De acordo com um despacho do presidente do Instituto da Conservação da Natureza e Florestas (ICNF), a classificação de interesse público foi requerida pela Fundação Mata do Bussaco “com o objectivo de realçar e divulgar o arvoredo mais notável” daquele espaço natural que possui cerca de 300 espécies de árvores e arbustos das mais diversas proveniências, “e integrá-lo num percurso específico de visita”.

“Os 26 exemplares isolados e os quatro conjuntos arbóreos propostos para classificação não apresentam sinais de pouca resistência estrutural, de mau estado vegetativo e sanitário ou de risco sério para a segurança de pessoas e bens, nem se encontram sujeitos ao cumprimento de medidas fitossanitárias que recomendem a sua eliminação ou destruição obrigatórias”, lê-se no documento.

A classificação incide sobre o bosque climácico/adernal da Cruz Alta, as duas alamedas de fetos-arbóreos da rua dos Fetos e Vale de São Silvestre, e o alinhamento de 14 sequoias no cimo deste vale, na curva da estrada.

Já as 26 árvores agora classificadas na categoria de “exemplar isolado” incluem, entre outras, nove cedros-do-bussaco, quatro sequoias, três freixos-americanos, um sobreiro, um plátano-bastardo e a oliveira localizada em frente à sede da Fundação.

A classificação inclui critérios como o porte das árvores – 22 das 26 “apresentam dimensões acima dos valores normais para a espécie”, sendo consideradas pela sua monumentalidade ou o seu desenho, onde se realça que os quatro conjuntos arbóreos e 11 dos 26 exemplares isolados “apresentam grande beleza e elevado valor ornamental e paisagístico, conferindo identidade ou contribuindo para o valor cénico de espaço natural ou arquitetónico”.

A idade é outro dos critérios observados, já que todos os exemplares “são centenários, sendo alguns dos mais antigos existentes em Portugal, cumprindo todos com o parâmetro de apreciação especial longevidade do arvoredo”.

As quatro zonas arbóreas são distinguidas pela “singularidade do conjunto” e “individualidade natural e paisagística”, entre outros critérios.

Com a classificação de interesse público, é estabelecida “uma zona geral de protecção de 50 metros de raio”, medido a contar da base de cada um dos exemplares isolados e das sequoias do alinhamento do cimo do Vale de São Silvestre e de cada um dos exemplares da periferia das duas alamedas e do bosque da Cruz Alta, sendo “proibidas” quaisquer intervenções que possam “destruir ou danificar” os 26 exemplares isolados e os quatro conjuntos arbóreos classificados.