Coimbra  24 de Março de 2019 | Director: Lino Vinhal

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Académica: Morreu o antigo futebolista Fernando Peres

10 de Fevereiro 2019

O antigo futebolista Fernando Peres, que representou a Académica de Coimbra, morreu, hoje, aos 76 anos de idade, vítima de doença.

O corpo vai estar, em câmara ardente, a partir das 17h00, na igreja de Santo António de Nova Oeiras, onde, pelas 13h00 de segunda-feira, será celebrada missa, a preceder o cortejo fúnebre para o cemitério de Barcarena.

Dotado de um fabuloso pé esquerdo, o antigo jogador (centrocampista) representou a Briosa, por exemplo, na final da Taça de Portugal de 1969.

“Fez parte de uma grande equipa, que soube andar com a ‘Crise académica’ às costas, mostrando assumir a sua quota parte de responsabilidade nesse intemporal movimento de estudantes, que abanou o anterior regime, há 50 anos”, recorda o jurista e ex-futebolista José Belo.

Peres esteve, no estádio do Jamor, naquela histórica final, onde, “pela primeira e única vez, se assinalou a ausência do Presidente da República “ (então, Américo Tomaz), acrescenta o antigo companheiro do falecido futebolista.

Segundo José Belo, Fernando Peres, que  também esteve ao serviço do Vasco da Gama (Brasil), era “um virtuoso, de qualidade e dimensão iguais às de Bernardo Silva” (para aqueles que o não viram jogar).

“Pelo seu tecnicismo, assentou, na Académica, como uma luva, ao lado da genialidade de Rocha, dos pés de veludo de Rui Rodrigues, dos irmãos Campos (Vítor e Mário), de Manuel António, de Nene e de Gervásio, etc.”, recorda Belo, que também fez parte de fantásticas equipas da Briosa na década de 60 [do século XX].

Fora do campo, Peres era “irreverente, divertido e um companheirão”, conclui José Belo.

Além de ter representado a Académica e o Vasco da Gama, Fernando Peres brilhou ao serviço do Sporting, clube em que se sagrou campeão nacional, e envergando a camisola de Portugal, nomeadamente na edição de 1966 do Campeonato do Mundo, em que a Selecção das “Quinas” foi terceira classificada, e na Mini-Copa (disputada, no Brasil, em 1972).