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A Previdência Portuguesa: Duas listas cercam uma recandidatura

12 de Dezembro 2017

Martins de Oliveira (lista B) recandidata-se a um terceiro mandato à frente da associação mutualista A Previdência Portuguesa, com sede em Coimbra, mas enfrenta várias acusações por parte das duas listas opositoras, lideradas por Arménio Bernardes (A) e Fausto Dinis (C).

Ambas as candidaturas que se apresentam como alternativa à actual Administração, para as eleições da próxima quinta-feira (dia 14), queixam-se de lhes ter sido recusado o acesso à listagem dos cerca de 6 000 associados (o caderno eleitoral), obtendo como resposta que tal se deve a um parecer jurídico no sentido da protecção de dados pessoais.

Depois das conferências de Imprensa de apresentação das candidaturas A e C, o actual presidente da Administração convocou, igualmente, a comunicação social para dar a conhecer a sua lista, o programa e responder às acusações dos que dizem “inverdades”, aludindo a que “os assuntos vão ser tratados no sítio respectivo”.

Martins de Oliveira puxa pelo trabalho realizado para apontar que no final deste ano A Previdência Portuguesa irá ter um resultado positivo na ordem dos 350 000 euros, antes de impostos, e anunciar a criação de uma “farmácia social”, de uma estrutura residencial para pessoas idosas e da abertura da delegação em Santa Maria da Feira.

O actual presidente, refere, ainda, que até ao final deste ano será apresentado um estudo realizado pelo Instituto Superior de Contabilidade e Administração de Coimbra (ISCAC), o qual visa “apontar o caminho para a sustentabilidade presente e futura” da associação mutualista, apontando, desde já, o caminho da aquisição de imóveis para arrendamento, sustentando que este ano as rendas anuais aumentarem de 200 000 para 600 000 euros.

Antes, a lista A, liderada por Arménio Bernardes Pereira, através de João Miranda, apontou à Administração cessante a não distribuição de melhorias pelos associados, constantes prejuízos da actividade, “tentativa de negócios ruinosos e 1,2 milhões de euros de despesas”, a não existência de uma rede de agentes e cobradores, assim como “processos disciplinares a nove dos 11 trabalhadores”.

Esta candidatura atacou, ainda, Martins de Oliveira, pelo facto de, em tempos, “ter entregado à mediadora da qual é proprietário os seguros de A Previdência Portuguesa, havendo recuado ao constatar que vioalara os estatutos”, ter conseguido a aprovação de uma renumeração mensal de 1 250 euros, para si e o secretário, e o aumento do número de mandatos de três para cinco.

Por outro lado, a lista C, com Fausto Dinis para presidente da Administração, refere que o número de associados sofreu um “declínio acentuado” na última década, tendo passado dos 16 000 para os actuais 6 000, propondo-se quebrar esta descida e aumentar os sócios em dois milhares.

Acusando Martins de Oliveira de “falta de transparência”, de “almoços e jantares solidários que dão prejuízo”, esta candidatura diz estar contra “alguém que se quer perpetuar no poder”, alude ao pagamento pela Administração de uma dívida pessoal de um dos seus elementos, em processo executivo, e anuncia que uma das primeiras medidas será a de mandar efectuar uma auditoria às contas.