Coimbra  23 de Setembro de 2018 | Director: Lino Vinhal

Semanário no Papel - Diário Online

 

Rui Avelar

UC: Para melhor está bem, está bem…

12 de Julho 2018

Há jornais a embandeirar em arco com a recente notícia da inclusão da Universidade de Coimbra no “top 125”, entre um milhar de instituições, instituído pela Times Higher Education.
A UC figura na 103ª. posição, mas os diários de Coimbra omitem que a Universidade Clássica de Lisboa é 28ª., a Universidade do Porto 43ª., a Universidade do Minho 50ª., a Universidade do Aveiro 51ª. e a Universidade Nova de Lisboa 59ª.
Fiquei negativamente impressionado, quer com os jornais, devido à omissão de que tudo é relativo, quer com o desempenho da UC, pois achava que desde a ascensão de Teresa Antunes a instituição entrara numa imparável trajectória ascendente.
Teresa Antunes – outrora funcionária da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra, quando ela era dirigida por João Gabriel Silva – ingressou na Reitoria, em 2011, para chefiar o gabinete do actual reitor e, posteriormente, ele investiu-a no cargo de administradora.
A avaliar pelos elogios feitos, há dias, a Teresa Antunes, por João Gabriel, estava em crer que a Universidade de Coimbra não estaria atrás de cinco congéneres portuguesas.
Aos diários de Coimbra, para não embandeirarem em arco, bastava terem presente uma advertência do escritor Miguel Torga. Disse, um dia, o poeta que universal é o local sem paredes.
A UC estaria esplendidamente classificada em 103º. lugar. O problema dela é que as de Lisboa, a do Porto, a do Minho e a de Aveiro estão nas primeiras 60 posições da tabela da Times Higher Education. Em abono da Universidade de Coimbra, insisto que tudo é relativo.