Coimbra  23 de Outubro de 2018 | Director: Lino Vinhal

Semanário no Papel - Diário Online

 

António Barreiros

Recursos esgotados: dá que pensar…

31 de Julho 2018

O dia 01 de Agosto é “a data em que terão sido utilizadas todas as árvores, água, solos férteis e peixes que a Terra consegue fornecer em um ano para alimentar e abrigar os seres humanos e terá sido emitido mais carbono do que os oceanos e florestas conseguem absorver”, afirmou a porta-voz da WWF, Valérie Gramond, organização que pertence à rede Global Footprint Network.

Este alerta devia obrigar-nos a reflectir sobre o que andamos a fazer ao nosso Planeta.

Estamos a trata-lo mal. Deveríamos-nos envergonhar de o desbaratarmos. Temos de ter a consciência de que o vamos matando. Também, e com isso, a estrafegar-nos para uma morte lenta.

A Humanidade progrediu. Desenvolveu-se. Promoveu bem-estar – nalguns locais do Mundo – social, económico, laboral, assistencial e outros que nos aproveita em felicidade.

Mas o Mundo está a caminhar, a passos largos, com esta informação que nos chega de cientistas, dos que estudam os fenómenos que vão minando a nossa vida, a da fauna e a da flora da terra e dos mares, para o abismo.

Até amanhã, quarta-feira, dia 01 de Agosto, dizem os entendidos, a Humanidade consumiu recursos que a Natureza conseguiria renovar este ano.

Desta forma, até Dezembro próximo, o Planeta vai viver a modos que a crédito…

Desde que este marco é assinalado pelos investigadores, o que acontece desde 1970, que essa meta nunca foi atingida tão cedo.

Ora, o que estamos nós a fazer à “casa” onde habitamos?

Ora, onde está o nosso civismo societário e global para acautelarmos a nossa vida e a que se concentra neste Planeta Terra?

Ora, que educação ambiental está a ser concedida, nas escolas de todo o mundo, sobre a necessidade de preservarmos este local em que vivemos?

Ora, e que cultura ambiental tem o sr. Trump e outros dirigentes políticos sobre a urgência de sabermos retrair as fontes energéticas da Terra, de travarmos a poluição e de sermos mais higiénicos do ponto de vista da produção de lixos, principalmente os de plástico?

Que estamos a fazer às nossas florestas, pulmão da terra? Que vamos fazendo aos nossos Mares? E aos glaciares?

Corremos o risco de nos riscarmos da nossa galáxia ou desaparecermos como civilização…

O homem, todo ele, tem de tomar consciência de que deve salvar este canto onde vivemos.

Deixo-vos com este frase, tipo alerta, de Albert Einstein: “Seria a Terra o hospício do Universo”?

 

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