Coimbra  16 de Agosto de 2018 | Director: Lino Vinhal

Semanário no Papel - Diário Online

 

Luís Santos

Quando Coimbra continua opaca

12 de Abril 2018

Foi ontem divulgado o Índice de Transparência Municipal de 2017 e a Câmara de Coimbra, apesar de ter subido 22 lugares relativamente a 2016, está na posição 196, na segunda metade dos municípios portugueses.

O Índice de Transparência Municipal (ITM) baseia-se, desde 2013, no levantamento da informação de interesse público disponível nos ‘sites’ dos 308 municípios, segundo 76 indicadores, agrupados em áreas, e não representa um índice de corrupção, nem significa sucesso eleitoral ou satisfação do eleitorado.

Neste resultados anuais da Transparência e Integridade – Associação Cívica (TIAC) sobressai, quanto à Comunidade Intermunicipal da Região de Coimbra (CIM-RC), a 7.ª posição a nível nacional alcançada pela Câmara de Oliveira do Hospital, logo seguida da de Tábua (8.º). Mealhada surge em 20.º lugar e Cantanhede em 53.º.

É de destacar que Penela apresenta-se em 56.ª lugar, facto de enaltecer pois no índice de 2016 era o Município que ocupava a última posição, lugar que na altura a Câmara contestou muito e poderia ter razão quanto a alguns lapsos.

Quanto a Coimbra, esta autarquia continua “opaca”, ocupando, na área da CIM-RC, a 17.ª posição, tendo apenas abaixo os municípios de Penacova (lugar 198 a nível nacional) e de Pampilhosa da Serra (207).

Como parceiros da mesma comunidade, não custa nada a Coimbra ir ver como se faz em Oliveira do Hospital, ou em Tábua, municípios que estão do top 10 a nível nacional quanto ao índice de transparência.

Ainda quanto à Câmara de Coimbra, é bom recordar que, em 2013, quando Manuel Machado venceu as eleições autárquicas, o Município era o 9.º mais transparente do país e conseguiu descer 209 lugares nesse índice. Agora não continua muito longe, na posição 196.