Coimbra  18 de Janeiro de 2019 | Director: Lino Vinhal

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António Barreiros

Postal (des)ilustrado: O Prof. Fiolhais e a paixão pela Física

10 de Janeiro 2019

Ouvir um sábio, na sua arte do saber e do conhecimento, é agradável de todos os pontos de vista. Num programa da SIC, o “Admirável Mundo Novo”, Carlos Fiolhais foi a estrela cintilante.

O físico português Carlos Fiolhais, de Coimbra, percorreu o Liceu D. João III comigo e com outros ex-colegas. Na recta final acabaria por, com A. Pedro Pita, fazer parte de um grupo de alunos que o cónego Urbano Duarte levou dessa escola de referência para o jornal de que era director, o semanário diocesano “Correio de Coimbra”.

Já na altura se pressentia que o Carlos, o Fiolhais, tinha queda para as ciências e que orbitava num mundo, o seu, que estava longe do nosso, até porque eu e outros, como o Mário Martins, éramos mais virados para as letras.

Nesse programa deu nota da computação quântica, uma nova “era” dos computadores que se avizinham.

Dizendo que a velocidade desses novos equipamentos é limitada, por enquanto, deve avançar – manifestou nesse programa da SIC – num repente.

Esses aparelhos da nova computação só funcionam em ambientes com temperaturas baixas – esclareceu, além de serem extremamente caros. Estão a ser utilizados por empresas ou governos para explorar o que pode vir a ser uma revolução brutal, do dia para a noite, na computação.

Falando numa linguagem acessível, para um eminente físico como ele o é, o qual tem circulado por escolas do País para tornar a sua área mais próxima dos alunos e, também, mais compreensível, Fiolhais quis valorizar esta nova forma de computação para referir que pode revelar-se como um forte avanço para a medicina e para outras descobertas noutros sectores.

A Natureza, para este mestre e renomado professor da Universidade de Coimbra, é quântica. Aliás, e por ser não intuitiva, ela foi considerada uma falsa teoria. O próprio Einstein (que foi um dos fundadores da física quântica) acreditava que a física quântica devia estar errada. Mas com o passar do tempo percebeu-se que ela explicava tão bem o resultado das experiências, que tinha de ser verdade.

Para que possamos compreender uma pequena fracção desta zona quântica: “muito embora a Física quântica seja esquisitíssima, e ainda por cima seja, como gostam de apontar alguns (sempre aqueles que não conhecem nada de ciência), “apenas uma teoria”, sem ela não teríamos os avanços da nossa tecnologia actual. Até o computador, smartphone ou tablet, no qual você está lendo esse texto, deve muito à mecânica quântica em algum nível.

Carlos Fiolhais é o apaixonado mor da Física. Deve ser um dos seus filhos amados e a maior paixão que este cientista, investigador e docente universitário, dos mais estimados e conceituados do nosso Mundo, transporta todos os dias… não ao colo, mas no seu interior de homem que explora e que estuda para saber mais e deixar-nos informação que nos possa dar vida.

 

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