Coimbra  13 de Dezembro de 2018 | Director: Lino Vinhal

Semanário no Papel - Diário Online

 

António Barreiros

O estado do Estado versus Infraestruturas

8 de Agosto 2018

A CP está de frangalhos… as estradas nacionais idem.

Quem foi o(s) maluco(s) do(s) político(s) (já vem de trás quando se decidiu exterminar a JAE e a CP) que teve(tiveram) a ideia absurda de juntar estradas e ferrovia?

O resultado – péssimo – está à vista de todos.

Ainda por cima, a CP foi desdobrada em, e pelo menos sete empresas, a saber: EMEFER (parte oficinal); Refer (gestão das linhas); CP Carga: CP Longo Curso (Alfas e InterCidades); CP Grande Porto; CP Grande Lisboa; e CP Regionais (com subdivisões)…

Um emaranhado de coisas sem qualquer ponta por onde se lhe pegue.

E, como consequência dessa desastrosa forma de (não) saber gerir, aconteceu o inevitável: sangria de quadros.

Os técnicos adstritos às estradas e à ferrovia debandaram – uma corrida generalizada – para empresas privadas, onde se é reconhecido, as mais das vezes, se sobe na carreira, existem incentivos e se pode inovar…

No Estado só os políticos e os governantes têm mordomias e gritantes.

O estado a que chegou o nosso Estado está reflectido nesta imagem singular, mas objectiva porque real, a que chegou a nossa CP, com supressão de comboios, até de Alfas.

E, pasme-se, com a retenção de acesso aos bilhetes para que os Alfas circulem com menos passageiros para que o ar condicionado consiga funcionar e outras coisas mais.

E já agora: qual é o estado das vias ferroviárias?

E a de grande parte das nossas estradas nacionais, como as ex-EN´s 125, 1 (troços vergonhosos), 17 (em estado deplorável) e IP3? Fora outras, no Interior profundo do nosso País?

Uma vergonha. Foi uma aposta saloia, essa a das Infraestruturas de Portugal. De gente que nada sabe o que é a vida real, porque não saem dos gabinetes. Quando o fazem é em jeito de corta fitas e de festas com bombos e foguetório.

É o País que temos…

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