Coimbra  21 de Setembro de 2017 | Director: Lino Vinhal

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Rui Avelar

Intrigante aritmética no IPC

18 de Maio 2017

Rui Mendes ficará na História como o candidato cuja votação minguou da primeira para a segunda volta de uma eleição, no caso a do presidente do Instituto Politécnico de Coimbra (IPC).

Jorge Conde foi eleito, sexta-feira (12), para presidir ao IPC. O timoneiro da Escola Superior de Tecnologia da Saúde (ESTeS) obteve 17 votos de membros do Conselho Geral do Politécnico de Coimbra e o seu homólogo da Escola Superior de Educação (ESE), Rui Mendes, averbou 16, havendo sido escrutinado um nulo.

Curiosamente, o presidente da ESE obteve menos um voto do que aqueles que alcançara na primeira volta do sufrágio, ocasião em que couberam três a Jorge Barbosa (Instituto Superior de Engenharia de Coimbra) e dois a Carlos Veiga (Escola Superior de Tecnologia e Gestão de Oliveira do Hospital).

O universo de membros do sobredito Conselho Geral (CG) corresponde a 35 eleitores, mas só houve 34 a exercer o direito de voto na medida em que João Moura (presidente da Câmara Municipal de Cantanhede) se encontrava ausente no estrangeiro.

Na hipótese de, a 05 de Maio, João Moura haver preferido Rui Mendes, a abstenção do autarca explica a redução do número de votos do timoneiro da ESE. Neste contexto (hipotético), Jorge Conde amealhou quatro dos cinco votos confiados a Barbosa e a Veiga.

Se João Moura não tiver tido preferência por Mendes, o presidente da ESE deixou de contar com o apoio de um dos 17 membros do CG que, na primeira volta, optaram por ele, enquanto Conde obteve mais quatro votos.

Comparativamente com a primeira volta, em que se registaram 35 votos expressos, houve, a 12 de Maio, menos um eleitor e foi escrutinado um boletim nulo. A aritmética não deixa de ser intrigante – Jorge Conde desfrutou de quatro preferências em cima de 13 (mais 30,77 por cento) e a votação em Rui Mendes encolheu.