Coimbra  17 de Novembro de 2017 | Director: Lino Vinhal

Semanário no Papel - Diário Online

 

Luís Santos

Assim vai a Europa…

11 de Maio 2017

Emmanuel Macron venceu as eleições presidenciais em França, ao derrotar Marine Le Pen, a candidata anti-europeísta e pró-russa, e a (alguma) Europa respirou de alívio. Contudo, esmiuçando os dados, não se fica muito descansado, mas com um nó na garganta.

Verifica-se que o regime francês não foi poupado à maior abstenção desde 1969 e que Marine Le Pen perdeu, mas com os 34 por cento de votos a duplicarem o resultado do seu pai. Macron ganhou, mas os seus 65 por cento estão longe de resultados de outros estadistas franceses.

Para quem desejar fazer outras contas, constata-se que o voto de Le Pen e o dos outros soberanistas e esquerdistas da primeira volta dá quase metade do eleitorado (cerca de 47 por cento) disponível para votar em populismos e radicalismos anti-europeus, à semelhança do que acontecia em Inglaterra antes do Brexit.

A vitória do “En Marche”, sem estar ligada concretamente a um partido, foi saudada, logo de imediato pelo governo alemão, mas representa um Macron que aproveitou a ocasião, falou para agradar ao eleitorado.

Como já foi observado, Macron não é de direita nem de esquerda, entende que tudo tem um lado positivo e negativo, é precisa a intervenção estatal e o mercado livre, o proteccionismo e a globalização.