Coimbra  21 de Novembro de 2018 | Director: Lino Vinhal

Semanário no Papel - Diário Online

 

Luís Santos

Assim se vê o quanto (Coimbra) precisa

2 de Novembro 2018

Está em marcha a iniciativa “PS em Movimento” e o partido discutiu e aprovou uma série de projectos que os 17 concelhos do distrito de Coimbra sugerem.

Esta é uma óptima iniciativa, dado que pelo rol apresentado fica-se a saber o quanto a região de Coimbra precisa de investimentos, que são muitos e desde há bastantes anos, sempre esquecidos pelo Orçamento de Estado dos sucessivos governos.

O próprio PS reconhece – o que é bom – que “são muitos” os problemas que “ainda estão por resolver” e “não podem ser esquecidos”. Mas também não podem ser sucessivamente adiados, como tem acontecido.

Espera-se e deseja-se uma voz forte para defender, em Lisboa, o que tantos por aqui têm dito e sabem o que é preciso, mas que isso corresponda a uma necessária vontade política e concretização em termos monetários.

Com o abandono do projecto de metropolitano de superfície e o desmantelamento do ramal ferroviário da Lousã, continua-se a pedir a concretização do sistema de mobilidade do Mondego, agora na versão metrobus e a tão necessária requalificação e modernização da estação de Coimbra-B. Lembra-se, ainda, que duas cidades separadas por poucos quilómetros (Coimbra e a Figueira da Foz), estão ferroviariamente separadas por tanto tempo de viagem.

Não está esquecido o pedido para que o Tribunal Constitucional seja instalado em Coimbra, para uma efectiva descentralização do Estado, enquanto se continua a aguardar pelo início, no terreno, do novo Tribunal de Coimbra, há tanto prometido.

É igualmente lembrada a criação da nova Maternidade, enquanto ainda se discute se será no Hospital dos Covões ou nos da Universidade, assim como a requalificação do IP3, em perfil de auto-estrada entre Coimbra e Viseu, também a conclusão do IC3, para assegurar a ligação da A23 (Coimbra-Tomar) ao IP3, e a conclusão do IC6, tão importante para Oliveira do Hospital.

Lançando-se a outros voos, o PS defende “a implementação de uma infraestrutura aeroportuária que sirva uma região Centro com 2,5 milhões de pessoas, em Coimbra e/ou região envolvente”, acompanhando o presidente da Câmara Manuel Machado, mas indo mais além.

A questão é mais profunda, porque mesmo sem aeroporto na região já foram muitos os que voaram para outras paragens à procura de emprego, estando o Interior desertificado, sem jovens e envelhecido.

 

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