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Vasco Berardo: Rasto de génio em 70 anos de actividade

1 de Julho 2017

O artista plástico Vasco Berardo, que faleceu, hoje, em Coimbra, deixa um rasto de génio em sete décadas de actividade como pintor, ceramista, medalhista e escultor.

Com uma dúzia de anos de vida, começou a frequentar o ateliê do mestre José Contente, onde deu início ao aperfeiçoamento das técnicas de desenho e gravura.

Para se poder dedicar mais intensamente à cerâmica artística e para estar em contacto permanente com as técnicas utilizadas neste campo, foi trabalhar, bastante novo, para uma fábrica, onde permaneceu até aos 16 anos de idade.

Juntamente com jovens artistas, Berardo fundou o grupo denominado “Os Novos de Coimbra”.

Autor de dezenas de murais, produziu um busto do poeta Afonso Duarte, uma estátua do cirurgião e filantropo Fernando Bissaya Barreto, a medalha do sétimo centenário da Universidade de Coimbra e, a pedido da Câmara Municipal conimbricense, uma medalha alusiva ao centenário da implantação da República em Portugal.

Em 1973, o artista plástico executou para a “Anglo Portuguese Society” uma obra que lhe proporcionou um louvor da Câmara dos Lordes.

Volvidos dois anos, conquistou o I Prémio Internacional de Medalhística, na Polónia, com um trabalho alusivo a “Os Direitos do Homem”.

Com menos de 30 anos de idade, em 1962, Vasco Berardo foi preso, pela polícia política (PIDE), tendo estado nos cárceres de Caxias e Aljube.

O artista plástico, que colaborou com o Círculo de Artes Plásticas (CAPC), foi co-fundador do Movimento Artístico de Coimbra (MAC).

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