Coimbra  17 de Novembro de 2017 | Director: Lino Vinhal

Semanário no Papel - Diário Online

 

Utentes da Extensão de Saúde da Adémia concentram-se para evitar fecho

10 de Novembro 2017

Cerca de uma centena de utentes concentraram-se, hoje, junto à Extensão de Saúde da Adémia, em Coimbra, a fim de evitarem o fecho daquela unidade.

Segundo Silvério Borges, da Comissão Utentes, tem-lhes chegado a informação de que, a partir de dia 15 de Novembro, não seriam marcadas mais consultas e que a Extensão de Saúde iria encerrar, sendo que os doentes seriam encaminhados para o Centro de Saúde de Fernão de Magalhães, unidade à qual pertence a Adémia.

Durante a manhã, a Comissão de Utentes falou com o director executivo do Agrupamento de Centros de Saúde (ACES) do Baixo Mondego, Carlos Ordens, que lhes garantiu “que a unidade não ia encerrar” e que tal assunto “não estava em cima da mesa”, afirmou Silvério Borges ao “Campeão”.

Certo é que, nos últimos anos, as valências e o funcionamento daquela Extensão de Saúde tem diminuído bastante (estando apenas aberta dois dias por semana) e esta é já a terceira vez que ameaça encerrar (o mesmo aconteceu em 2013 e 2015).

Para a Comissão de Utentes, a deslocalização destes serviços de saúde para o da Fernão de Magalhães “não resolve, porque a população é muito envelhecida e tem dificuldades em deslocar-se a Coimbra”, além de que “o Centro de Saúde em causa não tem condições e ficaria sobrecarregada”, explica.

“Não faz sentido ter uma Extensão próxima e a mesma encerrar portas sem se dizer nada aos utentes”, até porque “embora a funcionar de forma precária, resolve muitos problemas de saúde mais básicos”, sublinha Silvério Borges, acrescentando, contudo, que é necessário melhorá-lo, quer ao nível do atendimento, do funcionamento e até das valências.

À agência Lusa, a Administração Regional de Saúde do Centro negou a intenção de encerrar a extensão de saúde da Adémia: “A extensão de saúde não vai encerrar, está a funcionar normalmente e assim vai continuar”, indicou. Numa declaração escrita, a ARSC informa ainda que os utentes “continuarão a ter acesso aos cuidados de saúde de acordo com o normal funcionamento da unidade”.