Coimbra  24 de Março de 2019 | Director: Lino Vinhal

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Universidade de Coimbra renova igreja de São Marcos do século XV

13 de Fevereiro 2019

A Universidade de Coimbra concluiu os trabalhos de reabilitação na Igreja de São Marcos, do século XV, e no claustro do palácio, anunciou hoje a instituição, que espera avançar com uma segunda fase de requalificação.

A Universidade de Coimbra (UC) apresentou os resultados dos trabalhos de reabilitação realizados na Igreja e Claustro do Palácio de São Marcos, num investimento de cerca de 400 000 euros, financiados a 85 por cento por fundos europeus.

Em declarações aos jornalistas, o reitor da UC, João Gabriel Silva, explicou que a grande intervenção ocorreu na igreja, classificada como monumento nacional desde 1910 e que “estava em risco de ruína”.

Situada na Quinta de São Marcos, na freguesia de São Silvestre (a cerca de 15 quilómetros da cidade de Coimbra), a igreja conta com um retábulo da capela-mor executado por Nicolau Chanterene, sendo também um exemplar da estatuária e tumulária renascentista, utilizando a pedra calcária de Ançã.

Os trabalhos levaram à demolição parcial e posterior reconstrução da abóbada da nave face à possibilidade de colapso, tendo também sido reabilitadas as coberturas, fachadas e superfícies escultóricas.

Segundo João Gabriel Silva, há agora a possibilidade de avançar com uma segunda intervenção no edifício, nomeadamente nos claustros.

“É com satisfação ver isto assim”, salientou o reitor, referindo que a igreja e o palácio (construído em meados do século XX sobre as ruínas de um mosteiro) são utilizados essencialmente para casamentos de pessoas que têm alguma ligação à Universidade de Coimbra.

De acordo com João Gabriel Silva, o espaço já está completamente esgotado “para este ano”, referindo que a ambição é garantir que há um equilíbrio entre a despesa de manutenção do edifício e a receita da realização desses eventos.

Com a reabilitação do espaço, vincou, pretende-se também “dar um maior uso ao espaço”.

O Palácio de São Marcos serviu de residência oficial aos duques de Bragança entre 1954 e 1975, sendo que em 1976 foi adquirido pelo Estado e posteriormente cedido à Universidade de Coimbra.