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UC desenvolve projecto inovador para eliminar bactérias nos hospitais

9 de Outubro 2018

Os investigadores Patrícia Mendonça; Mariana Almeida; Jorge Coelho; Carla Dias; Madson Santos; Arménio Serra e Paula Morais

 

Uma equipa de investigadores da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra (FCTUC) desenvolveu uma nova geração de polímeros (macromoléculas) para eliminar bactérias em ambiente hospitalar.

Este é “mais um passo para prevenir infecções hospitalares”, explica, em comunicado, a UC, adiantando que o projecto surge de várias experiências laboratoriais e tem como objectivo final “a invenção de um revestimento antibacteriano (uma espécie de verniz) para aplicação em unidades de saúde, que demonstraram elevada actividade contra um vasto leque de estirpes indicadoras da actividade contra bactérias patogénicas e outras, ou seja, as bactérias foram exterminadas quando colocadas em contacto com os polímeros”, esclarecem os coordenadores do estudo Jorge Coelho e Paula Morais.

“Manipulando a estrutura do polímero, é possível garantir um desempenho eficaz face a um espectro alargado de bactérias, de forma completamente segura”, realçam os docentes dos departamentos de Engenharia Química e de Ciências da Vida da FCTUC, respectivamente.

Uma vez que a resistência a antibióticos é já um problema, sendo que a grande maioria acontece em ambiente hospitalar, esta investigação “assume particular relevância porque permite eliminar as bactérias antes de acontecer a transmissão”, sendo “essencial investigar formas inovadoras de prevenir e combater essas bactérias hospitalares”, notam.

“Esta nova geração de polímeros demonstrou a capacidade de eliminar as bactérias, mesmo as mais resistentes, evitando a sua proliferação. É um método completamente seguro, que recorre a materiais biocompatíveis, inócuos para o ser humano”, frisam.

O método de produção testado em laboratório é aplicável à escala industrial, facilitando assim a sua introdução no mercado e, se tudo correr como o previsto, os investigadores estimam que o novo revestimento antimicrobiano possa entrar no circuito comercial dentro de dois a três anos.

O estudo é financiado pela Fundação para a Ciência e a Tecnologia (FCT) e conta com a colaboração da Faculdade de Engenharia do Porto (FEUP).

Os resultados obtidos foram publicados na prestigiada revista científica “Biomacromolecules”.

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