Coimbra  22 de Julho de 2018 | Director: Lino Vinhal

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UC acolhe rastreio nacional das doenças sexualmente transmissíveis

13 de Fevereiro 2018

O Dia dos Namorados será assinalado pela Faculdade de Farmácia da Universidade de Coimbra (FFUC), que irá acolher, amanhã (14), o rastreio nacional às infecções sexualmente transmissíveis.

O rastreio, promovido pelo Departamento de Doenças Infeciosas do Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge (INSA), irá ter lugar entre as 14h00 e as 17h00, na sala do CEF, e é totalmente gratuito.

O objectivo desta iniciativa é poder “obter dados relativos à prevalência de quatro microorganismos responsáveis por infecções sexualmente transmissíveis (IST) em Portugal Continental”, explicam os promotores, acrescentando que “o conhecimento destas quatro doenças ajudará na implementação de acções de prevenção”.

As IST são responsáveis por mais de 350 milhões de novas infecções por ano, segundo a Organização Mundial de Saúde, entre as quais constam a clamídia genital, gonorreia e a tricomoníase. São estas as quatro principais doenças em estudo e “cujos dados de prevalência em Portugal são, actualmente, quase inexistentes”, revelam, adiantando que podem ser curadas pela simples toma de antibiótico.

O rastreio, que está a decorrer desde Janeiro a nível nacional, é dirigido a jovens com idades entre os 18 e os 24 anos. É nesta faixa etária que a população apresenta maior risco de desenvolvimento de complicações clínicas graves decorrentes das IST.

Paralelamente a esta acção, o rastreio pode ser realizado em qualquer laboratório do Centro de Medicina Laboratorial Germano de Sousa a nível nacional, através de uma colheita de urina. Os participantes podem solicitar o acesso aos seus resultados, sendo que o rastreio é gratuito, voluntário e anónimo.

O estudo é coordenado pelo Laboratório Nacional de Referência das Infecções Sexualmente Transmissíveis, com o apoio do Centro de Medicina Laboratorial Germano de Sousa, bioMérieux e Genomica.

“A maioria das IST não apresenta sintomas, o que faz com que os jovens portadores, além de não procurarem o diagnóstico, por desconhecimento, transmitam a infecção aos seus parceiros. É necessário actuarmos ao nível da prevenção e da sensibilização, sobretudo porque a população jovem também desconhece as consequências das IST na sua saúde reprodutiva. As IST não tratadas podem causar doença inflamatória pélvica e até mesmo a infertilidade e potenciam também o risco de aquisição e transmissão do VIH/SIDA”, revela Maria José Borrego, investigadora e coordenadora do Laboratório Nacional de Referência das Infecções Sexualmente Transmissíveis do INSA.