Coimbra  20 de Outubro de 2018 | Director: Lino Vinhal

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Tráfico de droga: Prisão efectiva para nove de 21 arguidos

30 de Julho 2018

Nove arguidos, entre eles uma mulher, num universo de 21 acusados de tráfico de droga, sofreram, hoje, em Coimbra, condenações a prisão efectiva e cinco foram absolvidos.

Segundo o Ministério Público, cuja peça acusatória assenta em investigação da PJ, a rede era encabeçada por dois casais e três outras pessoas, protagonistas de “negócios autónomos entre si, mas sempre em colaboração directa entre todos no que tange às actividades de tráfico de estupefacientes”.

De acordo com a entidade titular da acção penal, alguns dos familiares possuem vasto cadastro criminal, tendo sido co-autores da introdução de “largas quantidades de cocaína e heroína no mercado da região Centro” e mantendo, por outro lado, “muitos revendedores” a operar em bairros do planalto do Ingote e na «Baixa» de Coimbra.

Vários membros de uma família e alguns colaboradores estavam sob suspeita de fazerem do tráfico de droga o seu «modus vivendi», “auferindo (…) significativos proventos financeiros”, diz a peça acusatória.

Sete arguidos foram condenados a reclusão por mais de 60 meses, sendo que as penas superiores a cinco anos não permitem a suspensão da execução, um sofreu condenação a cinco anos e outro a 36 meses.

Pode haver lugar à suspensão da execução de uma pena de prisão se ela não exceder cinco anos, caso o Tribunal entenda que a medida é susceptível de ser encarada pelo(a) arguido(a) como uma advertência capaz de lhe fazer arrepiar caminho.

Um colectivo de juízes entendeu suspender a execução das penas infligidas a outros sete arguidos.

Um dos absolvidos da acusação de tráfico de estupefacientes sofreu pena de multa (750 euros) por ser portador de arma proibida.

 

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