Coimbra  22 de Abril de 2019 | Director: Lino Vinhal

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Teresa Bombas coordena revisão da Interrupção Voluntária da Gravidez

4 de Fevereiro 2019

A médica ginecologista/obstetra conimbricense Teresa Bombas vai coordenar o Grupo de Trabalho para a revisão normativa da Interrupção Voluntária da Gravidez, com destaque para a aplicação da ‘pílula abortiva’.

Teresa Bombas é médica no Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra (CHUC) e no Hospital CUF, tendo sido presidente da Sociedade Portuguesa da Contracepção (tendo passado neste triénio a secretária da Direcção). A especialista irá coordenar a equipa de trabalho para rever a legislação, da qual farão ainda parte a médica ginecologista/obstetra Maria do Céu Almeida (Coimbra), do Colégio de Especialidade de Ginecologia/Obstetrícia da Ordem dos Médicos; as especialistas em ginecologia/obstetrícia Lisa Ferreira Vicente e Maria José Alves (Lisboa); Maria Amália Pacheco (Algarve); Maria Antónia Costa (Porto); a médica especialista em Medicina Geral e Familiar, Ana Maria Henriques (Lisboa); a psicóloga clínica, Elsa Mota (Lisboa); e as enfermeiras de Saúde Materna e Obstétrica, Maria Cristina Vidigal (Lisboa) e Sónia Jerónimo (Algarve).

Os nomes do Grupo de Trabalho foram divulgados no Despacho, assinado pela actual directora-geral da Saúde, Graça Freitas.

“A reputada médica de Coimbra irá coordenar a revisão das circulares normativas sobre a Interrupção medicamentosa da Gravidez e avaliar a organização dos serviços, designadamente, a articulação entre cuidados primários e cuidados hospitalares”, revela a Secção Regional do Centro da Ordem dos Médicos (SRCOM), adiantando que “em causa está a implementação da Lei 16/2007, Interrupção Voluntária da Gravidez até às 10 semanas de gestação”, uma legislação que remonta já ao ano de 2007.

No despacho, a directora-geral da Saúde destaca que “nestes 12 anos actualizou-se o conhecimento científico e, nos diferentes níveis de cuidados de saúde, os recursos humanos de intersecção têm, actualmente, características diferentes. Daí a necessidade de rever procedimentos, de reconstituir equipas e níveis de articulação e, ainda, de encontrar programas de formação protocolar para aplicação nacional em todos os níveis de cuidados de saúde”.

 

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