Coimbra  25 de Fevereiro de 2018 | Director: Lino Vinhal

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Saúde: Carlos Cortes queixa-se de ministros a “semear confusão”

14 de Fevereiro 2018

O presidente da Secção Regional do Centro da Ordem dos Médicos (SRCOM) queixou-se, hoje, de ministros a “semear confusão” a propósito de uma licenciatura em Medicina tradicional chinesa.

Ao rejeitar o teor da portaria nº. 45/2018, que regula o ciclo de estudos de uma licenciatura em Medicina tradicional chinesa, Carlos Cortes entende estar-se “perante um retrocesso incompreensível de consequências nefastas e imprevisíveis para a detecção e tratamento de doenças”.

“Terapêuticas tradicionais chinesas não são Medicina”, adverte o timoneiro da SRCOM.

A referida portaria, assinada pelo ministro da Saúde e pelo ministro da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, deixa, curiosamente, o alerta para eventuais equívocos que possam surgir aquando da divulgação deste curso por parte das instituições de ensino, assinala a Secção Regional do Centro da Ordem dos Médicos.

“Não pactuamos com publicidade enganosa nem com ciência artificial”, justifica Carlos Cortes.

De acordo com a sobredita portaria, tal ciclo de estudos será ministrado em institutos politécnicos, escolas de ensino superior politécnico não integradas ou escolas de ensino politécnico integradas em universidades.

Ao refutar qualquer desacreditação da prática médica, a SRCOM diz que, no atual contexto, não pode ficar indiferente à legitimação artificial de uma prática que poderá redundar em circunstâncias nefastas para os utentes.

Ao invocar os objetivos da Ordem dos Médicos, o presidente da Secção Regional do Centro promete “tudo fazer para defender a saúde pública, a Medicina e os doentes”. “Não deixaremos que a tutela exceda os limites conducentes ao exercício ilegal da Medicina”, acentua Carlos Cortes.

Para o presidente da SRCOM, a assinatura do titular da pasta da Saúde em tal portaria mancha a reputação da excelência e da qualidade da Medicina e da formação médica em Portugal.