Coimbra  23 de Abril de 2019 | Director: Lino Vinhal

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Rui Rio pressente “nervoso miudinho” no PS

17 de Abril 2019

Rui Rio afirmou, ontem (16), quando assistiu ao acto de posse do novo líder distrital do PSD/Coimbra, que o Partido Socialista está a sofrer de «nervoso miudinho».

Sem possuir argumentos, o PS inventa, alegou o líder social-democrata.

Rio, que fez apelo ao exercício de uma “política pautada pela verdade e pela frontalidade”, acusou o Partido Socialista de agir como cata-vento.

Acerca da polémica sobre relações familiares entre ministros e quanto a excesso de casos de parentesco no aparelho do Estado, o presidente do Partido Social-Democrata disse que o comportamento ético não se decreta.

O PS, sendo um partido da “Esquerda moderada”, é “uma ponte para a extrema-Esquerda”; ora, o PSD, sendo um partido de Centro, “não é uma ponte para a extrema-Direita”, opinou o candidato a primeiro-ministro, em cujo ponto de vista há razões de política nacional para, a 26 de Maio, nas eleições europeias, o PS ser penalizado.

Neste contexto, o orador alertou, por exemplo, para “a degradação” de serviços públicos essenciais.

Investido na liderança distrital do PSD/Coimbra, o autarca Paulo Leitão, engenheiro civil, declarou que os sacrifícios de muitos portugueses contrastam com “a ligeireza” do XXI Governo.

O engenheiro civil comparou o Executivo de António Costa a uma “empresa (…) em que, para se ser considerado(a) capaz, basta partilhar o património genético com uma elite reservada a um núcleo restrito de famílias socialistas”.

Segundo o autarca, “mesmo uma boa medida, como a redução dos preços dos passes nos transportes colectivos, foi transformada numa acção eleitoralista e promotora de acentuação de injustiças,

discriminado negativamente os territórios de menor densidade populacional”.

Para o vereador da Câmara conimbricense, “face à incapacidade” alegadamente evidenciada por governantes, o PS terá de ser apeado do poder, a 06 de Outubro.

A abertura do PSD à sociedade civil foi preconizada por Paulo Leitão como forma de “acrescentar valor” ao partido e de consolidar a sua aspiração a reconquistar, em 2021, as presidências das câmaras da maioria dos municípios (17) do distrito de Coimbra.