Coimbra  21 de Julho de 2018 | Director: Lino Vinhal

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Região Centro: População é das que come mais vegetais e fruta

13 de Abril 2018

Os habitantes da região Centro são dos que menos fumam e dos que mais comem vegetais e fruta, registando também a menor taxa de sedentarismo no país, revelam os resultados do Inquérito Nacional de Saúde com Exame Físico (INSEF).

Os dados relativos à região Centro do INSEF foram apresentados, ontem, em Coimbra, num inquérito realizado pelo Instituto Nacional de Saúde de Ricardo Jorge e pela Administração Regional de Saúde do Centro (ARSC).

“São resultados estimulantes, mas responsabilizantes para todos. A região Centro apresenta resultados que mostram que há um trabalho relevante de várias gerações de profissionais de saúde. Ao longo dos últimos anos, temos indicadores que mostram que a região Centro está bem na vanguarda em alguns aspectos”, destacou o director do Departamento de Saúde Pública da ARSC, João Pedro Pimentel.

No inquérito, a região destaca-se na análise aos determinantes de saúde, registando o menor consumo de tabaco na população masculina (23,9 por cento) no país e o segundo menor na população feminina (11,8 por cento).

Também no consumo de vegetais e frutas, o centro aparece em primeiro e segundo lugar, respectivamente.

No caso dos vegetais, 20 por cento da população não consome diariamente vegetais (a média nacional é 26,7 por cento) e 15,4 por cento não consome diariamente frutas (média nacional é de 20,7 por cento), revelam os dados divulgados na sessão que decorreu no Instituto Português de Oncologia de Coimbra.

Também nos níveis de sedentarismo, a região é destacada, apresentando a menor prevalência no país (33,8 por cento), face a uma média nacional de 44,8 por cento.

Já nos dados relativos ao estado da saúde na região, há uma prevalência de diabetes de 8,7 por cento (segundo melhor registo nacional), cerca de 35 por cento da população adulta é hipertensa (terceiro pior resultado nacional), e cerca de 29 por cento é obesa (terceiro melhor registo nacional).

Nos cuidados de saúde preventivos, a quase totalidade (98,7 por cento) das mulheres com idades entre os 50 e os 69 anos realizou uma mamografia nos últimos dois anos e uma grande maioria (84,5 por cento) das mulheres fizeram o rastreio do colo do útero.

Já no rastreio do cancro do cólon e do recto, o Centro apresenta um dos piores resultados, com apenas 20,8 por cento da população com idade entre os 50 e os 74 anos a ter realizado esse rastreio nos últimos dois anos.

O inquérito foi realizado em 2015 e abrangeu 4 911 indivíduos com idade entre os 25 e os 74 anos.