Coimbra  22 de Abril de 2019 | Director: Lino Vinhal

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Rali de Portugal na região Centro é o concretizar de um sonho

29 de Janeiro 2019

A 53.ª etapa do Rali de Portugal de 2019 vai regressar à região Centro e foi apresentada, hoje, em Coimbra, local da partida oficial da prova.

O sonho de ter a competição de volta ao Centro de Portugal após um interregno de 18 anos foi, agora, concretizado, numa “conjugação de esforços e vontades” de várias entidades, para além do Automóvel Club de Portugal, dos quatro municípios envolvidos (Coimbra, Lousã, Góis e Arganil), da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento da Região Centro (CCDRC) e da Turismo do Centro.

“A prova mais importante do panorama desportivo automóvel vai arrancar do coração do Património da Humanidade da UNESCO, pelo que é uma honra recebê-la na nossa cidade”, afirmou o presidente da Câmara de Coimbra, Manuel Machado, aludindo ao facto da partida se dar, a 30 de Maio, na Porta Férrea da Universidade de Coimbra.

O impacto económico, turístico e de visibilidade da região são, na opinião dos autarcas dos concelhos anfitriões, as principais mais-valias desta prova que, como sublinhou o édil de Coimbra, “consegue juntar, em quatro dias, mais de um milhão de espectadores ao vivo e outros cerca de oito milhões que assistem em mais de 150 países”.

Manuel Machado considera esta “uma prova útil à cidade e à região” e de “relevante interesse público municipal”, que permitirá “fortalecer a imagem de Coimbra” e de mostrar “ao mundo a cidade e a região Centro do país”.

Para o presidente da Câmara de Arganil, Luís Paulo Costa, este é um evento “que não se esgota nos quatro concelhos por onde passará a prova”, pelo que “o desafio é de afirmação regional e que a edição de 2019 seja um sucesso, quer do ponto de vista desportivo, quer da segurança”. O autarca deixou, ainda, a intenção de o trabalho desenvolvido até aqui ser continuado para os anos seguintes, já que “o retorno económico é imediato mas, também, a longo prazo”.

Já Lurdes Castanheira, autarca de Góis, assegurou que tudo será feito para que a prova continue nesta região nas próximas edições, assumindo a vontade de a incluir no Orçamento municipal para 2020. “Esta é uma forma de darmos outra vida ao Interior, de provar que somos bons e que é isto que queremos para os nossos territórios”, sublinhou.

Luís Antunes, presidente da autarquia da Lousã, realçou a importância da realização do evento na região Centro, que irá contribuir para a “valorização e divulgação do produto turístico que são as Aldeias do Xisto”. “Este é um grande evento desportivo de nível mundial, com impacto directo e indirecto a nível económico e não só”, acentuou o autarca, acrescentando que o objectivo é “afirmar positivamente Coimbra e a região, bem como o Município da Lousã como destino de eleição para a prática dos desportos de aventura”.

Durante os dias em estará pela região Centro, o Rali envolverá um programa de animação diversificado, desde logo, no primeiro dia com uma sessão de autógrafos com os pilotos, muitos deles de renome mundial como Sebastian Loeb, um desfile com os 80 carros envolvidos na prova e também um espectáculo.

Lema da Turismo do Centro “Um dia é bom, dois é óptimo, três nunca é demais” também se aplicou à prova

O apoio da Turismo do Centro foi, também, fundamental para voltar a trazer o Rali ao Centro do país, um evento que permite “transformar a região e os territórios”, “ajudar a combater as assimetrias regionais e reforçar a atractividade”, juntando “património aos produtos endógenos”, disse Pedro Machado, presidente da entidade turística. O responsável confessou que um dos requisitos exigidos aos organizadores da prova foi que “dormissem, pelo menos uma noite na região”.

“Queremos ter o melhor rali do mundo e por vários anos”, reforçou Pedro Machado.

Carlos Barbosa, presidente do ACP, já havia dito que a organização espera, este ano, “aumentar o retorno económico de 138 milhões de euros” gerados na anterior edição.

O programa do Rali conta com um percurso de 1 463,55 quilómetros, dos quais 311,59 cronometrados ao longo de 20 especiais de classificação.

O ‘shakedown’ tem lugar a 30 de Maio no circuito de Baltar, em Paredes, seguindo-se a partida oficial da Porta Férrea da Universidade de Coimbra. No dia seguinte (31 de Maio) os pilotos seguem para os troços da Lousã, Góis e Arganil. Entre as duas passagens nestas classificativas haverá a oportunidade para o público ver mais de perto pilotos e carros no reagrupamento e na zona de troca de pneus, no centro de Arganil. Concluídos os 91,50 km cronometrados na região Centro, o pelotão do Vodafone Rally de Portugal ruma a Norte para a disputar a única super especial da prova, no Eurocircuito de Lousada.

A prova continua, depois, para Vieira do Minho (01 de Junho) e para os já bem conhecidos troços de Cabeceiras de Basto, na Serra da Cabreira, e Amarante, a classificativa mais longa da prova, com 37,60 km, com início em Mondim de Basto.

Em termos desportivos, o dia completa-se com a ‘Gaia Street Stage’, uma dupla classificativa disputada num percurso inédito com partida no Cais de Gaia e final junto ao edifício da Câmara Municipal.

Fafe volta a dominar o último dia de competição. Além da incontornável classificativa de Fafe-Lameirinha, em formato de ‘Power Stage’ na segunda passagem, os troços de Montim e de Luílhas completam o programa.

A consagração dos pilotos e equipas está marcada para a marginal de Matosinhos, onde são esperados milhares de fãs do Vodafone Rally de Portugal para a festa da cerimónia de pódio.

A 53.ª edição do Rali de Portugal, sétima etapa do Campeonato do Mundo de Ralis (WRC), decorre entre 30 de Maio e 02 de Junho.

 

Mário Martins da Silva (ACP); Pedro Machado (Turismo do Centro); Ana Abrunhosa (CCDRC); Manuel Machado (Câmara de Coimbra); Luís Paulo Costa (Arganil); Lurdes Castanheira (Góis) e Luís Antunes (Câmara da Lousã)

Mário Martins da Silva (ACP); Pedro Machado (Turismo do Centro); Ana Abrunhosa (CCDRC); Manuel Machado (Câmara de Coimbra); Luís Paulo Costa (Arganil); Lurdes Castanheira (Góis) e Luís Antunes (Câmara da Lousã)