Coimbra  12 de Dezembro de 2017 | Director: Lino Vinhal

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PSD/Coimbra: Freitas e Rocha na linha sucessória de Leitão

11 de Outubro 2017

Nuno Freitas e Moisés Rocha poderão protagonizar, a 11 de Novembro, um duelo eleitoral pela sucessão de Paulo Leitão na liderança concelhia do PSD/Coimbra, apurou o “Campeão”.

Freitas, timoneiro da Mesa da Assembleia Distrital do seu partido, é o líder cessante da bancada da coligação “Por Coimbra” (PSD – PPM – MPT) na Assembleia Municipal. Rocha é membro da Comissão Concelhia social-democrata conimbricense presidida por Paulo Leitão (vereador).

Segundo fontes partidárias, Paulo Leitão, membro do Conselho Nacional do PSD, opta por não se recandidatar à liderança partidária de âmbito local, sendo tido como potencial apoiante de Moisés Rocha.

Nuno Freitas acaba de prestar declarações ao diário As Beiras e de ser entrevistado pelo Diário de Coimbra.

Em entrevista concedida ao DC, o autarca e médico diz que “os eleitores não confiam num Partido Social-Democrata sem social-democracia”.

Para o líder da bancada cessante da coligação “Por Coimbra” na Assembleia Municipal, o seu partido está “muito fechado sobre o respectivo umbigo” e a saída de Pedro Passos Coelho da liderança peca por tardia.

Segundo o diário As Beiras, o médico é co-autor de um manifesto, intitulado “Por uma política de significado”, redigido para pôr uma voz de Coimbra na discussão nacional do futuro do Partido Social-Democrata (vide http://www.peticaopublica.com/pview.aspx?pi=PT869759).

Na sequência do mais recente Congresso do PSD, Nuno Freitas acenou com silêncio, gracejando acatar um pedido do ex-ministro José Pedro Aguiar-Branco, feito no “coreano conclave” partidário.

O “afastamento silente da actual linha política do partido é total, abissal e cultural; curiosamente, sei que não mudei essencialmente de valores nem de atitude – sei que continuo social-democrata, com o rosto humano do personalismo e o corpo do trabalho e mérito na frágil economia social de mercado”, assinalou, na Primavera de 2016.

“Não alinho neste equívoco propositado de tempos e modos políticos, para salvar a pele dos que não foram social-democratas no tempo emergente em que, precisamente, era isso que se lhes pedia; não alinho em bicadas laterais, de desgaste e corrosão, mas favores centrais até melhor oportunidade; não alinho em «nihil» programático, que não purga políticas públicas erradas, mas recomenda o novel esquerdismo de vanguarda sem títulos de doutor ou engenheiro”, indicou o médico.