Coimbra  17 de Dezembro de 2017 | Director: Lino Vinhal

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Ponte do Paço: Coimbra e Montemor põem mãos a obra

20 de Março 2017

Os municípios de Coimbra e Montemor-o-Velho vão assumir a construção da futura ponte do Paço, entre Arzila e Pereira do Campo.

A actual ponte é um factor de estrangulamento para quem viaja de um concelho para o outro e as duas autarquias vão substituir-se à empresa Infra-estruturas de Portugal (IP), revelou Manuel Machado, presidente da Câmara de Coimbra.

Contactado pelo “Campeão”, o líder do Município de Montemor-o-Velho, Emílio Torrão, disse que “já há técnicos de ambas as câmaras a trabalhar no projecto da obra”.

“Pela primeira vez, este assunto está a ser encarado pelos dois municípios com a seriedade e o comprometimento indispensáveis”, indicou o autarca.

Em declarações prestadas ao “Campeão”, há dois anos, Emílio Torrão considerou inadmissível que a necessidade de construção de uma variante entre Taveiro e Montemor-o-Velho tenha sido “ignorada, deliberadamente”, pelo Governo de Pedro Passos Coelho.

De acordo com o presidente da Câmara de Montemor-o-Velho, há milhares pessoas a passar, diariamente, nos caminhos agrícolas da chamada Obra do Mondego, cujos interesses justificavam ser respeitados pelo XIX Governo.

Uma variante com início em Bencanta está confinada, há dezenas de anos, a um troço com duas faixas entre Coimbra e Taveiro, apesar do crescimento populacional de Pereira do Campo (Montemor-o-Velho) e de Granja do Ulmeiro (Soure).

Em Dezembro de 2003, o então titular da Direcção de Estradas de Coimbra, José Gomes, declarou ao “Campeão” que estava a ser encarado o prolongamento do arranjo da Estrada Nacional nº. 341, a Poente de Arzila.