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Poder Local: Rui Soares alerta para exorbitantes taxas urbanísticas

28 de Dezembro 2017

Um autarca, Rui Soares, alertou, ontem (27), para exorbitantes taxas urbanísticas cobradas pela Câmara Municipal de Coimbra (CMC).
O presidente da Junta da União de Freguesias de Souselas / Botão, eleito pelo movimento “Somos Coimbra”, referiu-se, a título de exemplo, a um montante de 58 000 euros correspondentes a licenças para edificação de instalações com 1 000 metros quadrados de superfície.
“Isto não pode continuar assim – a Câmara de Coimbra tem de possuir outra dinâmica”, afirmou o autarca ao dirigir-se ao líder do Município, Manuel Machado, e ao vereador Carlos Cidade.
Segundo Rui Soares, o proprietário da empresa J.M.D. Neves admite desistir da concretização de investimento no concelho de Coimbra e rumar ao Município da Mealhada.
O líder da Junta da UFSB aludiu, ainda, a um caso da sociedade Mobipeople, que triplicou o volume de pessoal ao transferir-se da Adémia para Souselas, indicando que ela esteve durante vários meses à espera de uma vistoria. Estava em causa a obtenção de licença de utilização, cuja emissão foi negada pela CMC.
“Dá vontade de ir embora”, desabafou o presidente de Junta ao intervir numa reunião da Assembleia Municipal de Coimbra.
Rui Soares – que reivindicou mérito pela respectiva reeleição, desfrutando, agora, de maioria absoluta – rotulou de “dinossaurozitos” três recentes opositores (ex-presidentes de juntas), João Pardal (PSD), José Figueiredo (CDU) e Júlio Retroz (PS).
Para o autarca, Pardal, Figueiredo e Retroz entraram na disputa eleitoral de 01 de Outubro [de 2017] por interesses próprios e das forças políticas por eles representadas.