Coimbra  17 de Dezembro de 2018 | Director: Lino Vinhal

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PJ “não pode ter medo do que quer que seja”, lembra director

6 de Dezembro 2018

Luís Neves, Jorge Leitão e Valter Constantino

O director nacional da Polícia Judiciária afirmou, hoje, em Coimbra, que o seu pessoal “não pode ter medo do que quer que seja”.

Investigar aquilo que tiver de ser sujeito a averiguação foi uma das recomendações de Luís Neves ao intervir na tomada de posse do titular da Directoria do Centro da PJ, Jorge Leitão, e do subdirector, Valter Constantino.

Luís Neves vincou que, a par da coragem física, mencionada por Valter Constantino, é indispensável “coragem moral”.

É nos momentos difíceis que tem de “vir ao de cima um conjunto de valores” necessários ao bom desempenho da corporação, advertiu o sucessor de José Maria Almeida Rodrigues.

Neste contexto, o director nacional da Polícia Judiciária alertou para a importância do “trabalho em equipa” e para a da coesão.

Uma das razões invocadas para a ida do magistrado do Ministério Público (MP) Jorge Leitão, em comissão de serviço, para titular da Directoria da PJ/Centro foi a da alegada “capacidade para trabalhar em equipa”.

O timoneiro da corporação expressou “enorme alegria” graças à composição de um elenco de dirigentes de que se orgulha, onde avulta o director-adjunto Carlos Farinha (vide a segunda foto), jurista que serviu a PJ em Coimbra enquanto inspector.

Luís Neves louvou “a lealdade” com que Carlos Dias, presente na cerimónia, dirigiu interinamente, durante meses, a PJ/Centro.

Valter Constantino, que era timoneiro da Secção Regional de Combate ao Banditismo, ascendeu a «número dois» da Directoria do Centro da Polícia Judiciária, substituindo Carlos Dias, no dia em que era suposto passar ao regime de disponibilidade passiva (reserva).

Completados 60 anos de idade, sem exercício de cargo de direcção, Valter Constantino ia passar à reserva e havia, por isso, jantar de despedida marcado para 23 de Novembro.

Ao invés, Carlos Dias, ex-coordenador da investigação à criminalidade de índole económica e fianceira, regressou ao regime de disponibilidade passiva por que tinha passado, há 10 meses, durante dois dias, imediatamente antes de preencher o lugar deixado vago por Bernardo Cotrim (falecido em 2014).

Jorge Leitão, que encara a nova função como “um desafio”, reconheceu ter “muito a aprender” e pediu a colaboração de todo o pessoal da PJ/Centro.

Ao anterior titular da Directoria do Centro da Polícia Judiciária, Rui Almeida (igualmente procurador), e a outros magistrados do MP, como Pedro do Carmo e Euclides Dâmaso, Valter Constantino fez questão de agradecer “tudo o que de bom fizeram” pela corporação.

Titular emérito da Procuradoria-Geral Distrital de Coimbra, Euclides Dâmaso, assistiu à cerimónia de tomada de posse de Leitão e de Constantino, a par de magistrados do MP como, por exemplo, Maria José Bandeira, Joaquim Mieiro, Luís Baía da Costa, João Marques Vidal (coordenador do DIAP de Coimbra), Rui Almeida e José Carlos Codeço, e da magistrada judicial Isabel Namora (presidente do Tribunal da comarca conimbricense).

Carlos Farinha

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