Coimbra  16 de Dezembro de 2018 | Director: Lino Vinhal

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Pampilhosa da Serra: Estrada de ligação ao IC8 será requalificada

10 de Abril 2018

As Infraestruturas de Portugal (IP) e a Câmara da Pampilhosa da Serra assinaram, hoje, um protocolo para a requalificação da estrada nacional 344 que liga aquele concelho ao IC8, havendo já 2,5 milhões de euros mobilizados pelo Governo.

O ministro do Planeamento e das Infraestruturas, Pedro Marques, presente na cerimónia que assinalou o Dia do Município de Pampilhosa da Serra, explicou que esta obra “vai ser feita apenas com dinheiro do Orçamento do Estado”.

Face à inexistência de apoios de fundos comunitários para obras em estradas, o Governo entendeu “priorizar esta obra” que está presente no próprio Programa de Valorização do Pinhal Interior, criado após o grande incêndio de Pedrógão Grande, que afectou concelhos desta região, nomeadamente a Pampilhosa da Serra.

Segundo o governante, já estão mobilizados 2,5 milhões de euros para o efeito, mas o valor da obra poderá ser superior, estando dependente do projecto que venha a ser aprovado.

“Será o Município a executar esta fase do projecto e depois na fase de obra a participar. Mas o mais importante é que já está em curso a execução do projecto, que ficará definido ao longo dos próximos meses. Será feito um acordo entre a Infraestruturas de Portugal e o Município, em torno da execução, e logo a seguir lançar-se-á o concurso relativo à mesma”, explanou Pedro Marques, quando questionado pela agência Lusa.

O ministro referiu que a obra poderá vir a dispensar a avaliação de impacto ambiental e, caso essa avaliação não seja necessária, a obra poderá “avançar mais rapidamente e, no ano de 2019, poderá já avançar, nomeadamente os seus concursos”.

Questionado pela Lusa sobre a acusação do PSD de que o Governo está a distribuir de forma diferenciada os apoios pelos concelhos da região Centro afectados pelos incêndios do ano passado, Pedro Marques confirmou essa diferença de tratamento.

O princípio estabelecido pelo Governo, sublinha, foi o de apoiar de forma mais intensa “as comunidades que foram mais intensamente afectadas, nomeadamente com a perda de vidas humanas – isso ocorreu nos incêndios de Junho e de Outubro”.

“O argumento que é colocado e que eu compreendo que é a questão de uma infraestrutura municipal [afectada pelo fogo] é uma infraestrutura municipal em todo o lado”, notou, considerando, no entanto, que teria de ser dada uma atenção especial em comunidades que “foram afectadas pela perda de vida humana, pela destruição da actividade económica muito significativa, por efeitos obviamente psicológicos e outros muito intensos”.

Foi nesse sentido, argumentou, que o Governo “entendeu que nas duas situações extraordinárias relativas aos incêndios de Pedrógão Grande e de Outubro, nalgumas áreas, havia lugar a majorações de apoios que já estavam em vigor e que sempre existiram em situações da mesma natureza no passado”.

 

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