Coimbra  20 de Outubro de 2017 | Director: Lino Vinhal

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Mulheres têm primeiro filho mais tarde em Coimbra e Leiria

9 de Outubro 2017

As mulheres residentes nas regiões de Coimbra e de Leiria, mas também no Cávado e áreas metropolitanas do Porto e Lisboa, são as que têm o primeiro filho mais tarde, revela o Instituto Nacional de Estatística (INE).

De acordo com a 5.ª edição do Retrato Territorial de Portugal, hoje disponibilizada pelo INE, entre 2011 e 2016 a idade média da mãe ao nascimento do primeiro filho aumentou em todas as regiões do país e, em 2016, situava-se acima da média nacional de 30,3 anos em 11 das 25 sub-regiões portuguesas, lideradas pela região de Leiria e região de Coimbra, com idades próximas dos 31 anos.

A região autónoma dos Açores mantinha-se, em 2016, como a região do país onde o nascimento do primeiro filho acontece mais cedo, com a idade média da mãe a situar-se abaixo dos 28 anos.

O INE sustenta ainda que se registou um aumento da maternidade tardia nas sete regiões do país e que, em 2016, a proporção de nados-vivos de mães com idade igual ou superior a 35 anos era mais elevada na região autónoma da Madeira (33,9 por cento), na área metropolitana de Lisboa (33,5 por cento) e no Centro (32,9 por cento).

“A região autónoma dos Açores assinalava o valor mais baixo neste indicador (22,7 por cento)”, adianta, referindo igualmente que os territórios mais urbanizados “apresentavam uma maior incidência da maternidade tardia”.

Por outro lado, no mesmo período de cinco anos, entre 2011 e 2016, o índice sintético de fecundidade diminuiu nas regiões autónomas e nas regiões Norte e Centro e, em 2016, “estas regiões registavam um valor abaixo do limiar de 1,3 filhos por mulher”, considerado como o limiar de muito baixa fecundidade e abaixo da média nacional de 1,36.

A área metropolitana de Lisboa (1,63) e o Algarve (1,56) situavam-se, naquele período, acima do limiar de baixa fecundidade (1,5) e, de acordo com o INE, “o afastamento em relação ao valor de fecundidade que assegura a substituição das gerações [2,1 filhos por mulher em idade fértil] era mais elevado em sub-regiões do Norte e do interior Centro do continente e na região autónoma da Madeira”.

Já a proporção de nados vivos de mães de nacionalidade estrangeira era, entre 2012 e 2016, de 18,3 por cento no Algarve (mais do dobro da média nacional de 8,9 por cento do total de nascimentos) e de 16,8 por cento na área metropolitana de Lisboa. As restantes regiões do país apresentavam valores inferiores à média nacional, registando a região autónoma dos Açores o valor mais baixo (2,1 por cento), afirma o INE.

O Instituto Nacional de Estatística revela, ainda, que o nascimento do primeiro filho “tende a acontecer, em média, mais cedo para as mães de nacionalidade estrangeira do que para as mães de nacionalidade portuguesa em todas as regiões do continente” (28,6 anos para as mães de nacionalidade estrangeira e aos 30,5 anos de idade para as mães de nacionalidade portuguesa).