Coimbra  20 de Junho de 2018 | Director: Lino Vinhal

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Movimento cívico quer revitalizar antigo hospital do Lorvão

8 de Março 2018

O movimento de cidadãos “Mais Saúde para o Hospital do Lorvão” quer transformar aquelas antigas instalações psiquiátricas, no concelho de Penacova, numa unidade de cuidados continuados.

O debate sobre a melhor utilização daquelas instalações decorrerá sábado (dia 10), pelas 18h00, na Casa do Monte, em Lorvão, com técnicos de saúde, ex-funcionários do hospital e outros interessados neste tema.

Ño encontro serão apresentadas propostas para a realização de uma petição pública a endereçar à Assembleia da República e pedidos de audiência a forças políticas e órgãos de soberania, assim como “outras ideias” de iniciativas para a concretização do objectivo que os une.

No manifesto ontem apresentado, os fundadores do movimento cívico defendem a reconversão das antigas instalações do Hospital Psiquiátrico de Lorvão e a sua integração na Rede Nacional de Cuidados Continuados Integrados, argumentando que “é gritante a falta destas estruturas de apoio aos doentes e às famílias”.

Por outro lado, alegam que as instalações do antigo hospital psiquiátrico, desactivado há seis anos, estão “devolutas e em degradação”, e que a freguesia de Lorvão “tem a mão-de-obra e o conhecimento adquirido ao longo de mais de meio século na área dos cuidados de saúde”.

Ouvido pela agência Lusa, José Alípio Rodrigues, um dos dinamizadores do movimento cívico, defendeu “uma alma nova” para o antigo hospital do Lorvão, frisando que o edifício, que se encontra afecto ao Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra (CHUC), está “em estado de degradação, sem utilização e sem qualquer tipo de manutenção”.

Lembrou que o CHUC não dispõe de uma valência de cuidados continuados e a aposta do movimento cívico vai para a criação no Lorvão de uma unidade gerida por aquela unidade hospitalar ou, em alternativa, uma instituição particular de solidariedade social.

José Alípio Rodrigues, que nasceu no Lorvão e ali residiu durante 34 anos, antes de se mudar para Coimbra por motivos familiares, é filho de dois antigos funcionários do antigo hospital psiquiátrico e diz-se “ligado às dinâmicas” da freguesia, por sua vez muito ligadas à antiga unidade de saúde.

Alega que a revitalização do antigo hospital “é consensual” quer na autarquia de Penacova, quer na Junta de Freguesia do Lorvão e entre a população, e que a criação de uma nova unidade de saúde “não implica uma intervenção profunda [no edifício do antigo mosteiro] desde que não se deixe arrastar muito mais” a requalificação.

“Lorvão e a região precisam desta unidade de saúde, para satisfazer a necessidade dos doentes, mas também como um polo de desenvolvimento económico, que já teve e que precisa de recuperar”, argumentou José Alípio Rodrigues.

“O Hospital [do Lorvão] está doente, moribundo. Doente do corpo e da alma. É preciso cuidar da sua estrutura, para que não se continue a degradar e é urgente dar-lhe vida”, refere o movimento de cidadãos.