Coimbra  17 de Janeiro de 2019 | Director: Lino Vinhal

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Miranda do Corvo: Hospital Compaixão equipa-se para abrir em Fevereiro

3 de Janeiro 2019

O Hospital Compaixão, em Miranda do Corvo, irá dispor de quatro valências da Imagiologia Clínica (TAC, Radiologia, Mamografia e Ecografia) com equipamentos usando as mais modernas tecnologias alemãs de última geração.

A vencedora do concurso foi a Siemens, uma multinacional alemã, que lidera a tecnologia da área da Imagiologia a nível mundial, segundo anunciou, hoje, a Fundação ADFP, adiantando que o Hospital Compaixão está em fase de conclusão das obras, podendo estar totalmente equipado e pronto a funcionar em finais de Fevereiro de 2019.

O Hospital irá dispor de Tomografia Computorizada multi-corte, com 32 cortes podendo ir aos 64, protocolo com pediatria, CAD Pulmão e Cad Dental, que emite uma dose de radiação baixa permitindo realizar exames mais saudáveis e rigorosos.

Terá Radiologia Digital com potter vertical com dois detectores (um na potter e outro na mesa), que permite execucção de exames extralongos com detector.

A Ecografia terá um Ecógrafo com elevada mobilidade para aplicação em Imagem Geral, Cardiologia Pediátrica, Vascular, Obstetrícia, entre outras especialidades médicas, com o Hospital a dispor de outros ecógrafos para apoio de especialidades médicas.

Irá também dispor de Mamografia Digital, de aquisição directa, com tomossíntese, incluindo imagem sintetizada e estereotaxia digital, que permite efectuar exames de rastreio, de diagnostico e de intervenção.

Outro equipamento será o Intensificador de Imagem – vulgo Arco em C -, para apoio aos blocos cirúrgicos e que auxilia a equipa médica para a realização das intervenções cirúrgicas, pois apresenta no seu funcionamento uma leve direcção, imagens dinâmicas e claras, atendendo a uma grande variedade de exigências clínicas. É indicado para múltiplas especialidades: cirurgia geral, ortopedia e traumatologia, urologia, ginecologia, pediatria e do aparelho digestivo.

A escolha do equipamento adquirido através de concursos públicos, pelo montante de 7,6 milhões de euros à empresa Siemens Healthineers, contou com a colaboração graciosa de diversos técnicos e médicos especialistas e foi liderado pelo Gabinete de Engenharia e Património da Fundação ADFP, com a coordenação da engenheira Gabriela Morais.

“Embora a Fundação não seja obrigada a realizar concursos públicos, por ser uma organização particular, tem usado essa metodologia em todo o processo de investimento do Hospital numa lógica de promover a transparência de todos os processos concursais”, refere a ADFP, desejando que o Hospital venha a ter acordos de cooperação com o SNS, à semelhança do que acontece nos hospitais de Oliveira do Hospital e da Mealhada.

O Hospital Compaixão terá 54 camas, bloco cirúrgico com duas salas, garantindo “um serviço de qualidade, mais humanizado e com maior rapidez de resposta de que um grande hospital público”, segundo a instituição.

A Fundação ADFP sente que “as dificuldades financeiras do Estado, que se traduzem em redução de investimento nos hospitais públicos, podem e devem beneficiar da cooperação com organizações do sector da economia social e solidária, sem fins lucrativos e de interesse público”.

“Nesta cooperação do Estado com as IPSS, instituições particulares de solidariedade social, o SNS (Serviço Nacional de Saúde) poupa no investimento e na despesa corrente uma vez que as instituições sem fins lucrativos praticam preços inferiores aos que o Estado paga ao sector privado”, considera a Fundação ADFP.

“Perante algumas insuficiências do SNS o sector da saúde está a ser dominado por investimentos privados, dominados por capitais estrangeiros, que encaram a doença como oportunidade de negócio lucrativo”, refere, para acrescentar que “esta ‘privatização’ agressiva deve ser atenuada pela valorização dos investimentos do terceiro sector não lucrativo, sejam Misericórdias ou outras IPSS, que cooperem com o Estado e o SNS, sem transformarem a saúde num negócio”.

A Fundação ADFP, presidida pelo médico Jaime Ramos, destaca que o Hospital Compaixão é “o maior investimento particular jamais realizado no concelho, que conta com o prometido apoio da Câmara Municipal de Miranda do Corvo, no valor de 750 000 euros, até agora ainda não pago, e que criará cerca de 100 novos empregos”.

 

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