Coimbra  21 de Março de 2019 | Director: Lino Vinhal

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Mais de meio milhão visitou a Universidade de Coimbra

4 de Janeiro 2018

A Universidade de Coimbra registou mais de 500 000 visitantes em 2017, o que representa uma receita de cerca de 4,5 milhões de euros, disse, hoje, o vice-reitor da instituição.

A Universidade registou um aumento de quase 17 por cento em relação a 2016 no número de visitas, mantendo um aumento de dois dígitos percentuais desde 2013, disse à agência Lusa o vice-reitor com a pasta do turismo, Luís Menezes.

O aumento de dois dígitos também se verifica na receita arrecadada, que em 2017 foi de cerca de 4,5 milhões de euros, acrescentou.

De acordo com Luís Menezes, os turistas franceses continuam a liderar, representando cerca de 20 por cento das visitas.

Os turistas brasileiros representam cerca de 10 por cento, aparecendo depois os visitantes espanhóis, italianos e portugueses, numa Universidade que regista mais de 60 nacionalidades a visitar os seus espaços.

A receita com o turismo permite continuar a fazer reabilitação dos espaços da Universidade mais antiga do país, sendo que este ano deverá arrancar a recuperação de todo o palácio do Pátio das Escolas.

Para 2019, poderá avançar a intervenção no Colégio de Jesus, “um edifício com ar imponente, mas muito frágil”, havendo um “projecto de fundo” para criar um Museu da Ciência “mais apelativo”, com mais salas e mais espaços.

“Queremos aumentar a área expositiva e queremos que o espaço museológico seja centralizado naquela zona, num projecto de grande envergadura, para haver mais espaços de visita para fazer com que quem visita o museu não o consiga visitar num só dia”, explicou.

Para Luís Menezes, o objectivo é ter “um Museu da Ciência que se torne num ‘ex libris’ da cidade”.

Segundo o vice-reitor, a Universidade de Coimbra vai continuar a tentar diversificar a oferta, sendo que, no início da Primavera, com a inauguração da estufa do Botânico, vai ser introduzido um novo circuito.

Já na Biblioteca Joanina, para garantir a sustentabilidade daquele monumento, foi alterado o acesso, para diminuir o número de vezes que a porta principal é aberta, referiu.