Coimbra  19 de Novembro de 2017 | Director: Lino Vinhal

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“Mais Coimbra” quer Câmara a gerir Choupal e Vale de Canas

13 de Setembro 2017

O candidato da coligação “Mais Coimbra” à presidência da Câmara considera “inaceitável” que as matas do Choupal e de Vale de Canas sejam geridas a partir de Lisboa, defendendo que devem passar para o Município.

Jaime Ramos, que falava, hoje, em conferência de Imprensa, no parque de merendas do Choupal, disse ter querido saber informações sobre os dois espaços junto do Departamento de Conservação da Natureza e Florestas do Centro, em Coimbra, mas tal só seria possível com autorização dada por Lisboa.

“Quer o Choupal, quer Vale de Canas estão deficientemente aproveitadas, porque Lisboa está-se nas tintas para estas áreas tão importantes para Coimbra”, declarou o candidato da coligação entre PSD/CDS-PP/PPM e MPT.

“O primeiro-ministro, António Costa, quer descentralizar e Coimbra deve aproveitar para assumir a gestão das duas matas, recebendo os recursos financeiros que estão atribuídos àqueles espaços”, defendeu Jaime Ramos, que deseja ver o Choupal dotado com um parque infantil e um ginásio ao ar livre, intergeracional.

No âmbito das questões ambientais, o candidato sustentou que “o rio Mondego é fundamental ao desenvolvimento de Coimbra e ao bem estar das pessoas”, defendendo como prioridade “definir projectos de aproveitamento das margens em toda a área urbana , desde a ponte da Portela até a ponte-açude e a jusante, no Choupal”.

“Resolver o escândalo do Parque Verde, garantir a reconstrução dos muros e desassorear o rio são prioridades”, referiu, adiantando que “o Metro Mondego (com uma segunda fase com prolongamento para Santa Clara e São Martinho do Bispo) deve viabilizar uma mudança do parque de oficinas dos SMTUC, permitindo uma melhoria significativa da margem esquerda”.

“Vemos com preocupação que as obras de desassoreamento do rio vão avançar sem que as pessoas tenham conhecimento onde irão ser colocados as areias, com a Câmara de Coimbra a manter segredo”, declarou, para concluir que “é uma obrigação inadiável explicar”.