Coimbra  25 de Junho de 2018 | Director: Lino Vinhal

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Luís de Matos encabeça candidatura de Coimbra a capital da cultura

5 de Junho 2018

Manuel Rocha, Rui Rocha, Cristina Robalo Cordeiro, Luís de Matos, Manuel Machado, Carina Gomes, António Pedro Pita, Luís Filipe Menezes e Nuno Freitas

 

Coimbra quer ser ‘Capital Europeia da Cultura’ em 2027 e, para conquistar esse título, vai contar com uma equipa multidisciplinar, encabeçada pelo mágico conimbricense Luís de Matos.

A apresentação oficial do grupo de trabalho decorreu, hoje, no convento de S. Francisco, dele também fazendo parte António Pedro Pita, ex-director regional da Cultura do Centro; Cristina Robalo Cordeiro, professora catedrática; Luís Filipe Menezes, vice-reitor da UC; Manuel Rocha, ex-director do Conservatório; Nuno Freitas, médico, e Rui Rocha, ex-presidente da Câmara Municipal de Ansião.

O resultado desta candidatura, que está ainda em fase embrionária e receptiva a ideias e sugestões, será conhecido em 2021.

O presidente da Câmara Municipal, Manuel Machado, considerou que “pelas suas características históricas, patrimoniais, culturais e sociais, Coimbra possui as melhores condições para apresentar esta candidatura”, adiantando que a mesma “deverá ter uma dimensão agregadora regional, já que um projecto desta natureza beneficiará todo o território da região e o país”.

Com o apoio formalizado da Comunidade Intermunicipal (CIM) da Região de Coimbra, a candidatura “apenas poderá resultar de um processo alargado e conjunto, partilhado entre o Município, outras instituições locais e regionais, agentes culturais e turísticos e a sociedade civil”, bem como está aberta à participação de outros municípios.

A ideia é, para o autarca, “unir e reunir toda a cidade em consensos alargados”, recolhendo “apoios e contributos de várias naturezas, capazes de criar uma estratégia de acção inovadora, criadora de uma dinâmica artística e cultural única e que estimule toda a economia da região Centro”.

Luís de Matos sublinhou, precisamente, que a candidatura será “inclusiva, mobilizadora e apaixonada”, afirmando que se pretende que “2027 seja um ponto de viragem, uma oportunidade que não se pode perder”.

Quer o presidente da Câmara, quer o coordenador da candidatura sublinharam tratar-se de um desafio “não se esgota no que de essencial acontecerá em 2027, mas será igualmente motivada pelo que desejamos que a nossa região seja a partir de 2028”. “Trata-se de mostrar não o que Coimbra é, mas o que Coimbra quer e deve ser, no panorama nacional e internacional”, explicou Luís de Matos.

Manuel Machado corroborou, dizendo que “importa também o ‘pós-capital’”, já que o objectivo não é “inscrever ‘Coimbra Capital Europeia da Cultura’ num movimento de eventos efémeros que pouco ou nada deixam de valor enraizado nos territórios”, assumindo que importa “a sementeira e a colheita a benefício das comunidades, com resultados visíveis e efeitos positivos para o futuro cultural da cidade, para a produção, a criação e a programação cultural, bem como para os públicos e os hábitos culturais da comunidade”.

Recorde-se que Coimbra foi ‘Capital Nacional do Teatro’, em 1992; ‘Capital Nacional da Cultura’, em 2003, e Património da Humanidade da UNESCO, em 2013; por isso, entendem os timoneiros, é “chegada a hora de Coimbra ser Capital Europeia da Cultura”.

“Quando se trata de uma Capital Europeia, a celebração só pode ser plural, comemorando-se em conjunto, a partir de uma cultura local anfitriã, a diversidade e riqueza de uma Europa global”, argumenta Luís de Matos, notando que “depende de todos deixar Coimbra melhor do que a encontrámos e mais parecida com o que sonhámos que ela poderia ser”, porque “a cultura somos todos nós”.

“Este é o momento de passar à prática e vencer uma corrida que começa agora”, concluiu o mágico.

Os dois intervenientes na apresentação realçaram, ainda, que “esta não será uma candidatura pessoal ou individual, não poderá nunca ceder a caprichos, nem poderá ser nunca uma candidatura eleitoralista ou populista”, mas antes servirá apenas e só para “valorizar Coimbra, a região e o país”.

A concluir, Manuel Machado, disse que “esta candidatura é uma motivação para receber o evento e uma determinação para, no dia seguinte, Coimbra, a sua região e as suas gentes terem orgulho de pertencer a um território onde se valoriza o local, o regional e o nacional, pelo que há de melhor, a cultura”.

Quanto ao investimento neste projecto, em resposta ao “Campeão”, Manuel Machado reiterou o empenho total do Município, garantindo que “o investimento municipal é o que for necessário para ser um êxito”, para além de esperar a alocação de “meios financeiros de outras fontes, seja de patrocinadores ou fundos europeus e nacionais”.

O programa da “Coimbra Capital Europeia da Cultura” deverá ser apresentado dentro de um ano.

A concorrer ao mesmo título, da zona Centro, estão já as cidades de Aveiro, Leiria e Guarda, tendo manifestado a mesma intenção a cidade de Viseu.