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Lousã: Boas práticas florestais a cargo de Centro de Competências

7 de Setembro 2018

Um Centro de Competências da Floresta, a criar pelo Governo, deverá ser implantado na Lousã no sentido de gerar uma rede de conhecimento, investigação e divulgação de boas práticas.
A criação ocorrerá mediante aproveitamento de recursos humanos alocados à fileira florestal e de estruturas físicas e tecnológicas existentes.
Trata-se de uma das 65 medidas adicionais do Programa de Valorização do Interior, aprovado em reunião do Conselho de Ministros realizada, em Julho, na Pampilhosa da Serra.
De acordo com a medida, a criação do Centro de Competências permitirá “capacitar e credenciar recursos humanos das empresas que desenvolvem a sua actividade no sector florestal, dos agentes da Protecção Civil e, em particular, daqueles ligados à protecção florestal e ao combate aos incêndios”.
Tal unidade será um dos polos daquilo que o Conselho de Ministros denomina de ‘cluster’ florestal da região Centro, vocacionado para a promoção e valorização das florestas de pinheiro bravo e de outras árvores autóctones.
A nova estrutura irá articular-se com outras, como o Centro de Biomassa para a Energia (Miranda do Corvo) e o BLC3 – Campus de Tecnologia e Inovação (Oliveira do Hospital).
“O reforço da ligação entre as entidades envolvidas dinamizará actividades que promovam o conhecimento nas áreas da produção florestal, designadamente da produção de plantas, instalação e condução de povoamentos florestais, das operações florestais” e relacionadas com o corte, rechega e transporte de material lenhoso, indica o Diário da República.
O Centro de Competências da Floresta vai trabalhar, ainda, na formação técnica associada ao planeamento de espaços rurais, conservação e preservação de recursos naturais.
Da resolução agora publicada em Diário da República consta, também, o alargamento do projecto do sistema de cadastro simplificado, através da criação de uma rede de centros de competência regional ou municipal para tratar e partilhar informação cadastral por forma a garantir uma “decisão mais informada e capaz sobre o ordenamento e protecção do território”.