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Leiria: Advogada condenada por burla qualificada

17 de Janeiro 2018

Uma advogada, da Marinha Grande (Leiria), foi condenada, ontem (16), a seis anos e meio de prisão (efectiva) pelos crimes de burla qualificada e actividade ilícita de recepção de depósitos.

A jurista, também acusada de actividade ilícita de recepção de outros fundos reembolsáveis e falsificação de documentos, terá gerado prejuízos de 5,50 milhões de euros.

Além da advogada, Alexandra Malpique, eram igualmente arguidos Fernando Pereira (que se encontra em parte incerta) e a sociedade Wave Fund Management, uma ‘offshore’ com sede no Panamá, representada pelo réu.

Por o arguido se encontrar em parte incerta, o Tribunal de Leiria optou pela separação de processos.

O Tribunal absolveu a jurista de um dos quatro crimes de burla por que estava acusada, devido a inexistência de prova de haver recebido dinheiro, tendo confirmado a prática dos outros três ilícitos, assim como dos crimes de actividade de recepção de depósitos e outros fundos reembolsáveis e de falsificação de documentos.

Alexandra Malpique, que tem a prerrogativa de interpor recurso, foi ainda condenada a entregar ao Estado perto de meio milhão de euros (480 000).

Segundo o juiz, ficou provado que Alexandra Malpique actuava como angariadora de clientes e, por ser advogada, “afiançava a segurança dos investimentos”.

A acusação refere que, entre 2007 e 2010, a partir da Marinha Grande, a Wave Fund Management, através do seu representante, Fernando Pereira, dedicou-se à actividade de recebimento de depósitos, com a promessa de juros acima dos do mercado (entre dois e seis por cento ao mês), possibilidade de resgate imediato e restituição a quem a solicitasse, nomeadamente através de assinatura de confissão de dívida.