Coimbra  23 de Setembro de 2018 | Director: Lino Vinhal

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ISCAC cria comissão pró-doutoramentos

2 de Julho 2018

A abertura do Governo para a possibilidade da atribuição do grau de doutor nos institutos politécnicos foi o mote para que a Coimbra Business School – Instituto Superior de Contabilidade e Administração de Coimbra (ISCAC) criasse a primeira comissão pró-doutoramentos.

A Escola de Negócios de Coimbra anunciou, hoje, que o seu presidente, Pedro Costa, nomeou Maria do Castelo Gouveia, doutorada pela Faculdade de Economia da Universidade de Coimbra em Organização e Gestão de Empresas, para coordenar esta comissão, a qual terá como missão “começar a reunir desde já as condições para criar ciclos de estudos de doutoramento nesta escola de ciências empresariais”, revela o ISCAC.

Serão, para isso, “avaliadas e reunidas as condições necessárias para a criação de programas de doutoramento, interdisciplinares e competitivos, para propor à Fundação para a Ciência e Tecnologia”, adianta.

Maria do Castelo Gouveia irá propor a contratação de mais dois docentes para completar a equipa e começar a preparar e conduzir a nova política de investigação da Coimbra Business School, tendo já uma base com dezenas de professores doutorados em vários domínios científicos.

Na passada quinta-feira (28), o Conselho de Ministros anunciou que as escolas dos institutos politécnicos vão poder atribuir o grau de doutor, passando isto a ser uma possibilidade com a abertura da nova Lei de Graus de Diplomas, “tendo como contrapartida as regras para a aprovação de um ciclo de estudos de doutoramento terem ficado mais apertadas, independentemente de se tratar da faculdade de uma universidade ou da escola de um instituto politécnico: qualquer que seja a instituição, ela terá de demonstrar que produz ciência na área em que quer abrir o doutoramento – e as unidades de investigação associadas terão de obter na avaliação da Fundação para a Ciência e Tecnologia a classificação mínima de ‘muito bom’”, reforça o ISCAC.

“Este é um desafio muito exigente, sabendo nós, à partida, que se o crivo vai ser apertado para as universidades, sê-lo-á muito mais para os politécnicos”, afirma Pedro Costa, que é matemático, acabando de tomar posse como timoneiro da Coimbra Business School.

“Essa é mais uma razão para nos mobilizarmos rapidamente para este objectivo, uma vez que estamos cientes da grande importância estratégica que a atribuição do título de doutor pode representar para a Coimbra Business School – ISCAC”, sublinha.

Apesar de ainda não estarem definidos com precisão os requisitos necessários à aprovação dos ciclos de estudo através dos quais as escolas politécnico poderão atribuir o grau de doutor, a equipa docente do ISCAC considera que parte em boa posição para essa corrida: “é uma escola de referência na área das ciências empresariais e dispõe de competência científica para criar propostas de programas de doutoramento com capacidade para atrair os melhores estudantes, tendo como objectivo dotá-los de valências e competências para a intervenção no mundo empresarial”.

“Os programas de doutoramento que iremos propor na área das ciências empresariais terão uma índole marcadamente interdisciplinar e um forte poder de aplicação prática”, afirma Pedro Costa. “Isto é possível porque a Coimbra Business School é uma escola de negócios fortemente ligada ao mundo empresarial, com dezenas de professores doutorados em vários domínios científicos complementares”.

Apesar dos passos que serão dados, com toda a cautela, Pedro Costa acredita que as primeiras propostas para a criação de novos ciclos de estudo de doutoramento poderão ser apresentadas ainda no seu mandato, ou seja, nos próximos três anos.