Coimbra  16 de Dezembro de 2018 | Director: Lino Vinhal

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IPO de Coimbra: Gestora é provável substituta de Carlos Santos

14 de Junho 2018

Margarida de Ornelas é a provável sucessora de Carlos Santos na presidência do Instituto Português de Oncologia (IPO) de Coimbra, disse ao “Campeão” fonte conhecedora do dossiê.

A jurista é vogal executiva do Conselho de Administração (CA) do Centro Hospitalar Entre o Douro e Vouga.

O Ministério da tutela parece, assim, insensível ao forte reparo à eventual saída de Carlos Santos feito pelos directores dos serviços clínicos do Centro Regional de Oncologia do Centro, posição que foi corroborada pelos directores dos serviços não clínicos e pelas chefias de enfermagem.

Além de inoportuna, a eventual transferência do gestor para outro hospital “expõe doentes e a instituição a uma grande fragilidade”, advertiram os autores do reparo.

“A nomeação de outro presidente, independentemente das suas características, implica uma ruptura e um recomeço indesejáveis, medida que pode comprometer todas as expectativas acalentadas pelos profissionais durante anos”, acentua um documento enviado ao ministro Adalberto Campos Fernandes e à presidente da Administração Regional de Saúde do Centro (Rosa Reis Marques).

Carlos Gregório dos Santos coadjuvou, até meados de Maio de 2017, o histórico timoneiro do IPO de Coimbra, Manuel António Leitão da Silva.

Maria do Rosário Velez Reis – que ascendeu, há 13 meses, ao anterior cargo de Carlos Santos – vai permanecer no CA do Centro Regional de Oncologia do Centro, órgão em que deverão ingressar Ana Pais (como directora clínica, sucessora de Paula Alves) e o enfermeiro João Moreira (substituto de Maria Soledade).

Como tem noticiado o “Campeão”, o cenário de transferência de Carlos Santos para preencher uma vaga na Administração do Centro Hospitalar Universitário de Coimbra foi encarado pelo Ministério da Saúde. O Conselho de Administração do CHUC está com menos um membro devido à ida de Pedro Beja Afonso para a Unidade Hospitalar de Coimbra (estabelecimento da IdealMed, recentemente comprado pelo Grupo Luz Saúde).

Os directores dos serviços clínicos do Centro Regional de Oncologia do Centro transmitiram à tutela a sua perplexidade por terem sido postos perante aquela hipótese de forma abrupta e também deram conta da respectiva apreensão na medida em que o IPO de Coimbra está prestes a realizar um investimento de 37,60 milhões de euros em ampliação e renovação de equipamentos.

“Perspectiva-se, a curto prazo, uma transformação estrutural, relacionada com o plano de investimentos aprovado e que implica ajustamentos organizacionais inpactantes na actividade clínica”, previne o documento a que o nosso Jornal teve acesso.

Segundo os sobreditos médicos, é “crucial para o êxito deste processo o conhecimento profundo” do IPO de Coimbra e dos seus profissionais, “para o qual é fundamental um gestor com o perfil que mais se adequa à realidade institucional”, correspondente ao de Carlos Santos.

O nosso Jornal aguarda, desde 01 de Junho [de 2018], a prestação de um esclarecimento por parte da Administração Regional de Saúde do Centro, para ela tendo sido remetido pelo Ministério da tutela.

Esclarecer o “Campeão” se o gestor Carlos Santos vai permanecer na presidência do IPO de Coimbra “não é assunto relevante” para a ARS/Centro, disse, entretanto, à Redacção do Jornal, a porta-voz do organismo desconcentrado do Ministério da Saúde.

 

 

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