Coimbra  21 de Novembro de 2018 | Director: Lino Vinhal

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Incubadora social fez despontar 12 negócios

9 de Novembro 2018

A incubadora social Microninho ajudou 12 negócios a despontarem, num ano, ao abrigo de um projecto que abrange quatro concelhos do distrito de Coimbra, Lousã, Poiares, Penela e Condeixa-a-Nova.
Tal projecto multimunicipal, com extinção prevista para 2020, visa a criação de 36 empresas.
Quanto ao número de beneficiários alcançados, a coordenadora da Microninho, Liliana Simões, declarou à Agência Lusa estar satisfeita com os resultados.
Fundadora da Associação de Desenvolvimento Social e Cultural dos Cinco Lugares (ADSCCL), a socióloga explicou que a intervenção nos quatro concelhos já abrange 120 beneficiários, metade dos 240 correspondentes ao objectivo final.
Foram, por outro lado, “sinalizadas mais 204 pessoas e 56 são participantes que não avançaram” para a criação de negócios ou integração no mercado de trabalho, indicou Liliana Simões.
Em Setembro de 2017, na assinatura dos acordos de cooperação e parceria entre a ADSCCL e as demais entidades envolvidas, a coordenadora da Microninho disse esperar que “mais de 140 pessoas” pudessem regressar ao mercado de trabalho até 2020.
O projecto visa “combater o desemprego e a exclusão social” nos quatro concelhos envolvidos (vizinhos do Município de Miranda do Corvo).
Entretanto, 55 por cento de pessoas candidatas à procura de trabalho (38 num universo de 69) já estão empregadas, segundo a referida socióloga.
No primeiro ano de execução do projecto, foram “desenvolvidos 106 planos de autonomização” dos candidatos, que aderem com as famílias à iniciativa de inovação social.
A Microninho resultou de uma parceria da ADSCCL com os municípios de Lousã, Poiares, Penela e Condeixa (que assumem 30 por cento do investimento social do projeto), a Universidade de Coimbra, a Portugal Inovação Social (PIS) e a Associação de Desenvolvimento do Ceira e Dueça.
“Investidores sociais” da incubadora, quatro autarquias são financiadoras do projecto (31 000 euros cada uma), sendo a restante verba atribuída ao abrigo de uma candidatura ao Fundo Social Europeu através da PIS.
Além de apostar na promoção da empregabilidade e da inclusão social, a Microninho visa “estimular o desenvolvimento local, criando impacto positivo nas regiões onde actua, podendo incubar projectos fisicamente ou à distância”.
A ideia da criação da Microninho, que, numa primeira fase, interveio apenas no concelho da Lousã, nasceu, em 2011, no âmbito do mestrado em Intervenção Social e Empreendedorismo frequentado por Liliana Simões na Universidade de Coimbra.

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