Coimbra  21 de Setembro de 2017 | Director: Lino Vinhal

Semanário no Papel - Diário Online

 

Gata do ISCAC maltratada por estudantes durante uma festa

4 de Maio 2017

A gata Iscas, mascote do Instituto Superior de Contabilidade e Administração de Coimbra (ISCAC), foi “pontapeada e regada com cerveja”, durante uma festa, na semana passada, junto aquela instituição, revelou o Grupo Ecológico da Associação Académica de Coimbra.

“A gata apesar de ser ‘nossa’ anda livre na rua, nós somos apenas cuidadores. Isto aconteceu na semana passada, na quinta ou sexta, pois no sábado encontraram a gata em mau estado, tendo sido levada para o veterinário e medicada”, explica o Grupo citando a aluna que denunciou a situação, adiantando, contudo, que não tem informação se este acto de maldade foi levado a cabo por estudantes.

A informação foi partilhada, depois, na página do Facebook do Grupo Gatos Urbanos, onde explica que “a gata foi socorrida por protectores no ISCAC e levada ao medico veterinário”.

“Praxes violentas, libertinagem, falta de princípios, de decência, má educação, junto com álcool e personalidades fracas mal formadas resultam todas no mesmo: violência, agressividade, mediocridade”, refere o Grupo, adiantando que se vai dirigir “ao presidente do IPC, do ISCAC e da ESAC (por ser a instituição contígua), no sentido de os informar desta ocorrência nas instalações das duas instituições e solicitar-lhes diligências para a identificação dos autores das agressões ao animal e medidas para prevenir ocorrências futuras”.

O grupo de apoio animal considera “absolutamente inaceitável que indivíduos, sejam ou não estudantes, se divirtam a fazer sofrer um animal e é fundamental identificar os agressores, já que constitui um crime”, apelando a quem esteve presente na festa e assistiu à agressão que denuncie os autores do crime.

Dois cães foram resgatados de um tanque da ETAR, em Soure

Já hoje, em Soure, dois cães foram resgatados de um tanque da Estação de Tratamento de Águas Residuais (ETAR) por elementos da Associação Sourepatas, revelou o Jornal de Notícias.

Os animais, um macho e uma fêmea, estavam a nadar no meio dos detritos e, segundo Pedro Simões, presidente da Sourepatas, houve “intenção de os fazer desaparecer”.

Com chip, os dois animais (Max, de quatro anos, e Mia, de sete), de porte pequeno, foram registados em 2013 no nome de uma mulher com residência em Almada, e pelo comportamento pareciam estar habituados a viver numa casa.

Pedro Simões disse ao JN que “para os abandonar naquele lugar foi necessário saltar duas redes e do tanque onde estavam não tinham como sair”.

Fora do tanque foram, ainda, encontradas duas cachorras, presumivelmente, filhas dos animais adultos, e foram elas que chamaram a atenção dos dois voluntários da Sourepatas que, na tarde de ontem, se dirigiram ao canil, situado junto à ETAR, e ouviram o latir aflitivo dos presumíveis progenitores.

Os animais só por sorte foram salvos, frisou o presidente da Sourepatas, explicando que os voluntários da Associação só costumam ir ao canil de manhã, mas ontem deslocaram-se lá de tarde, excepcionalmente, para fechar um portão.

Quer as crias como os dois cães adultos resgatados estão, agora, aos cuidados da Associação, que já apresentou queixa na GNR por maus-tratos, abandono e invasão de propriedade privada.